Alimentação - vegetarianismo
“ Quanto
mais o homem simplifica a sua alimentação e se afasta
do regime carnívoro, mas sábia é a sua mente”
George Bernard Shaw
|
Vegetarianismo
O
termo “vegetariano” não provem de
“vegetal”,
mas sim do termo latino vegetare, que significa
“ dar vida, animar” . Quando os romanos
usavam o termo homovegetos, eles se referiam a uma pessoa
vigorosa, dinâmica.
O
que é Vegetarianismo
No vegetarianismo, entende-se que o consumo
de alimentos de origem animal é uma prática
desnecessária, que prejudica a saúde humana,
o meio ambiente, os animais e a sociedade.
Ovo-lacto-vegetarianos:
não consomem qualquer tipo de carne, e consomem laticínios
e ovos.
Lacto-vegetarianos: não consomem
carne nem ovos, e consomem leite e derivados
Vegans : não consomem qualquer produto
de
origem animal (carne,leite, ovos, mel) e também
não utilizam produtos que tragam sofrimento animal
embutido: couro, lã, seda e cosméticos que
contenham ingredientes animais ou que tenham
sido testados em animais.
Por
que ser vegetariano(a)?
Há vários motivos: saúde, ética,
compaixão pelos animais, fome mundial, preservação
do meio ambiente.
21 Motivos para ser vegetariano (clique
aqui)
O comportamento do consumidor vegetariano (clique
aqui)
Saúde
Uma
dieta vegetariana é saudável porque:é
. Rica em fibras, vitaminas e minerais.
. Pobre em gorduras saturadas, colesterol e contaminantes
químicos
(hormônios, antibióticos, pesticidas).
. Moderada em proteínas e calorias.
. Saborosa, trazendo pratos da culinária mediterrânea,
indiana, japonesa, etc.
Variada,
incluindo hortaliças, legumes, frutas, raízes,
cereais integrais (arroz, trigo, centeio, cevadinha), leguminosas
(feijão,
soja, ervilha,lentilha,
grão-de-bico) e oleaginosas (castanhas, nozes e sementes).
. Nutritiva, fornecendo todos os nutrientes
necessários ao bom funcionamento do organismo.
. Preventiva, uma dieta vegetariana reduz
o risco
de doenças crônicas e degenerativas,
como cardiopatias, câncer, diabetes. Obesidade, osteoporose,
doenças da vesícula biliar, artrite, asma,
pedras nos rins e hipertensão. doenças circulatórias
(infarto, derrame, pressão alta)
entre outras.Há um grande número de trabalhos
científicos que mostram as propriedades preventivas
das dietas vegetarianas. Mantém
o colesterol em níveis adequados. Uma dieta livre
de alimentos de origem animal é capaz de controlar
a pressão nas artérias e ainda manter níveis
adequados de colesterol.
Um
estudo do Instituto do Coração (InCor/USP)
de 2002 comparou, entre outros fatores de risco para doenças
do coração, a pressão arterial e os
níveis
de colesterol de 136 pessoas, entre vegetarianos e comedores
de carne. Os vegetarianos não apresentaram nenhum
caso de pressão alta e
apenas 22% das pessoas tinham colesterol elevado.
No grupo que consumia carne, 22% das pessoas apresentaram
pressão alta e 41% tinham o
colesterol acima do limite máximo recomendado.
Orientação
Há ainda muitas publicações e alguns
profissionais que podem orientar uma transição
saudável
para o vegetarianismo.
A informação e orientação são
muito importantes para planejar bem a dieta!
Veja indicações no final do texto.
Conheça
os vegetarianos mais famosos
Ética
“
Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos
seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhor
com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo
que não estamos contribuindo para o sofrimento
deles”.
Paul e Linda McCartney |
Compaixão
pelos animais
Não nos enganemos: todo animal é capaz de
sentir e não há nenhuma justificativa moral
para desprezar sua vida, negligenciar seu sofrimento, banalizar
o ato de sua morte e mutilar seu cadáver para com
ele fazer delicatesses carnívoras,
 |
Fazer
sofrer e matar seres vivos sensíveis por razões
banais
é uma daquelas injustiças elementares
a que somos
inclinados |
a condenar. No entanto, falta ainda a convicção
de que matar animais para alimentação é
uma razão banal e que a cadeia animal não
é indispensável.
Do ponto de vista ético, matar um animal é
um ato incompatível com as aspirações
intelectuais e espirituais da nossa espécie.
Se matar um animal dentro de um contexto de defesa ainda
é aceitável, abate-lo para lhes
retirar as proteínas, as gorduras, os conhecimentos
científicos, e os prazeres gustativos não
é aceitável, tanto mais que
estas questões são banais em comparação
com o sofrimento e a perda de vida de um
animal, ser sensível e consciente. |
Animais
usados como produtos – os bastidores
Os animais criados para consumo, são confinados,
manipulados especificamente para o aumento de produção,
através de genética, medicamentos e técnicas
de manejo. Devido às considerações
econômicas, eles não recebem analgésicos.
O gado é marcado várias vezes durante sua
vida (causando queimaduras de 3º grau), chifres são
removidos , castrações pelo corte dos testículos
com facas ou forçando sua queda amarrando-os para
interromper o fluxo sanguíneo, mais uma vez, por
razões econômicas tudo é feito sem anestesia.
Os modernos antibióticos e vacinas são a razão
pela qual os animais sobrevivem às condições
intensivas até atingirem o peso do mercado ou até
que se tornem “ gastos”, ( termo utilizado para
vacas leiteiras ou galinhas poedeiras cuja produção
cai) e serem mandados para o matadouro.
Mesmo quando são criados soltos os animais, muitas
vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e apanham copiosamente.
Galinhas
As galinhas vivem espremidas em gaiolas do tamanho delas.,
as luzes ficam acessas até 18 horas por dia –
assim elas não dormem e comem mais ( isso acontece
principalmente com as que produzem ovos), seus bicos são
cortados sem anestesia.
O corte dos tecidos delicados com a faca causa dor que persiste
por semanas ou até meses. Algumas aves não
conseguem comer após o corte dos bicos e morrem de
fome. Esse procedimento é feito para que elas não
matem umas as outras e para evitar que elas escolham a parte
da ração de sua preferência - caso contrário,
ciscariam apenas os grãos de seu agrado e deixariam
de lado os alimentos que servem para que engordem mais rapidamente.
Porcos
Porcos não têm espaço nem para se deitar
confortavelmente. São confinados do nascimento ao
abate. As gestantes são forçadas a parir atadas
a uma fivela apertada na baia.
Pela sua natureza, os porcos são curiosos e normalmente
passariam metade do tempo cavando a terra. A frustração
do confinamento faz com que lutem e mordam suas caudas.
A resposta da indústria é o corte das caudas
e a castração dos porquinhos para torná-los
menos agressivos
sem o uso de anestesia.
Ser impedido de realizar os instintos mais básicos
é motivo de enorme sofrimento. Mesmo os animais criados
em gaiolas desde que nasceram sentem necessidade de se mover,
esticar as asas
ou membros e fazer exercícios.
Rebanhos ou bandos de animais ficam
estressados quando são criados isolados ou quando
são confinados em grupos muito numerosos, pois têm
dificuldade para reconhecerem os outros membros. Além
disso, todo o animal confinado sofre de intenso aborrecimento,
o que pode provocar um comportamento autodestrutivo.
Transporte
Quando são levados aos matadouros os animais são
prensados ao máximo possível nos caminhões
para minimizar os custos. Eles vivem nos excrementos uns
dos outros e são expostos a condições
severas de temperaturas em caminhões abertos, ficam
sem água ou alimento por longos períodos de
tempo. Em vista disso,
muitos morrem a caminho.
Abate
- boi
Para se abater um boi de maneira “humanitária”,
primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola
de ar comprimido.
O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos- ele
então é erguido por uma argola na pata traseira
e sua garganta é cortada.
Os animais são sangrados até a morte ainda
conscientes. O abate a marretada é proibido, o que
não quer dizer que não aconteça, já
que
50% dos abates são clandestinos e, portanto,
sem fiscalização. Como não é
fácil acertar o boi com o primeiro golpe, muitas
vezes são necessários dezenas para desacorda-lo.
Abate
- galinhas
As galinhas são despejadas como lixo dos caminhões
que as traze; são colocadas em ganchos que fazem
parte do sistema de abate automático, sofrem uma
descarga elétrica que deveria causar a inconsciência
, mas essa corrente é reduzida causando somente dor
(níveis maiores de corrente endurecem a carne).
Vão para o próximo estágio com plena
consciência, passam por máquina que vai degolando
o pescoço, são imersas em um banho escaldante,
depois vão para a área onde serão depenadas.
Fontes:
“ Vegetarianismo por um mundo melhor”, nutriVeg,
Nutrição Vegetariana www.nutriveg.com.br
“ Vegetarianismo, elementos para uma conversa sobre”
– Marly Winckler – Rio Quinze Editora.
“ Alimentação para um Novo Mundo”,
Marcio Bontempo, Editora Record.
Revista Super Interessante abril de 2002.
“ A Questão Espiritual dos Animais”,
Irvênia Prada, Editora FE.
“ O Fanatismo Carnívoro e o Declínio
do Ocidente”, Alliance Vegetarienne, nº71, printemps
2003.
www.veganoutreach.org/whyvegan/por |
|
VOZES
VEGETARIANAS: UM COMENTÁRIO
TOM REGAN
Não faz muito tempo,
a Reuters (agência de notícias) divulgou
um texto com o
seguinte título: .Estudo descobre que carne
contaminada e resistente
a remédios é comum.
As bactérias perigosas na carne bovina e nas
aves., começa a reportagem, .vêm ficando
mais resistentes a antibióticos devido à
prática muito controvertida de ministrar estes
medicamentos ao gado e a outros animais de criação,
de acordo com pesquisa publicada em [número
recente do] New England Journal of Medicine.
A prática de ministrar antibióticos
a animais saudáveis para promover o crescimento
e os lucros torna imunes a medicamentos a salmonela
e organismos semelhantes, que podem às vezes
provocar doenças graves, e deveria ser abandonada,
segundo o editorial que acompanha o artigo.
Ou (para explicar com mais simplicidade a mesma questão):
Quem for comer tome cuidado! Essa carne no seu prato
pode matá-lo.
Para quem tem interesse, ainda que modesto, pela relação
entre saúde e alimento, isso não é
surpresa.
Há muito tempo já se sabe que uma dieta
rica em gordura e colesterol (em outras palavras,
baseada em alimentos de origem animal) não
é boa para nós.
Há muito tempo já se sabe que a dieta
baseada em alimentos de origem animal está
ligada às três maiores causas de mortalidade
humana: câncer, problemas cardíacos e
acidentes vasculares.
(Aliás, a quarta maior causa são as
reações fatais a medicamentos receitados,
que matam mais de 100.000 pessoas por ano somente
nos Estados Unidos).
A boa notícia é que cada vez mais pessoas
aprendem por que adotar uma dieta baseada em alimentos
animais é como brincar com fósforos
num posto de gasolina.
O livro e o filme de Morgan Spurlock, Super Size Me
[A dieta do palhaço], com todo o seu sucesso,
podem ter-se concentrado no McDonald.s, mas a mensagem
central do filme era sobre O QUE comemos, não
apenas sobre ONDE comemos.
Devido ao sucesso do livro e do filme, somado às
iniciativas de muitos outros, como o livro de Erik
Schlossher Fast Food Nation (e o filme prestes a ser
lançado), dezenas de milhões de pessoas
estão recebendo a mensagem: a dieta baseada
em alimentos animais pode deixar as pessoas doentes
a maior parte do tempo, assim como às vezes
pode matar.
Talvez vocês achem que a maioria das pessoas
já sabe disso. A verdade está por aí,
para todos verem, há muitíssimo tempo.
Por que demorou tanto para que a verdade chegasse
à cultura de massas? Esta é uma pergunta
interessante, que não posso investigar por
completo nesta ocasião.
|
| O
Mito da Proteína
Fonte:
Dr George Guimarães, nutricionista*
Mas
de onde você tira suas proteínas? Esta
pergunta parece ser, para aquele que a faz, o único
argumento necessário para enfrentar o vegetarianismo.
As pessoas em nossa sociedade parecem ser obcecadas
por proteína, mesmo aquelas que sequer sabem
definir o significado da palavra. No entanto, a
proteína é um dos nutrientes mais
fáceis de serem obtidos.
Adotando-se hábitos alimentares inadequados,
uma pessoa pode desenvolver uma deficiência
de vitamina A, vitamina C, cálcio, mas é
quase impossível desenvolver uma deficiência
protéica em uma dieta caloricamente adequada.
Para que possamos melhor compreender como isto acontece,
devemos calcular nossas necessidades diárias
de nutrientes como porcentagem de calorias.
Cada grama de proteína fornece quatro calorias.
Portanto, se uma batata que pesa cem gramas fornece
75 calorias e 1,8 grama de proteína, podemos
dizer que ela fornece 7,2 (1,8 vezes 4) calorias
na forma de proteína, ou 9,6% (7,2 dividido
por 75 vezes 100) das calorias totais na forma de
proteína. Aplicando-se o mesmo cálculo
ao brócolis, o trigo, o arroz, etc, obtemos
os resultados vistos na tabela ao lado.
O NRC (National Research Council) é um órgão
do governo americano responsável pela elaboração
de guias alimentares e determinação
das necessidades nutricionais do indivíduo
de acordo com sua idade e estado fisiológico
(RDA). As informações por ele produzidas
são utilizadas em vários países
de todo o mundo, inclusive no Brasil.
Segundo o NRC, um adulto do sexo masculino requer
uma ingestão diária de 2.700 calorias,
onde devem se incluir 56 gramas de proteína.
Estes 56 gramas de proteína representam 224
calorias das 2.700 calorias totais, ou seja, cerca
de 8,3%. Para adultos do sexo feminino, a recomendação
é de 2.000 calorias, onde devem ser inclusos
44 gramas de proteína, ou cerca de 8,8%.
Temos então que a recomendação
adotada mundialmente é de que se obtenha
de 8 a 9% do total de calorias do dia na forma de
proteína.
A tabela abaixo mostra claramente que os alimentos
de origem vegetal fornecem muito mais do que 8%
de suas calorias na forma de proteína, exceto
as frutas. Se um indivíduo ingerir calorias
suficientes a partir destes alimentos, ou seja,
se ele ingerir, por exemplo, 2.700 calorias comendo
apenas (exemplo meramente didático) batatas,
brócolis e trigo durante o dia, suas necessidades
protéicas serão supridas mais do que
satisfatoriamente, a não ser que ele adote
uma dieta baseada exclusivamente em frutas.
Deficiências
Reais
Existem possibilidades de um indivíduo desenvolver
uma deficiência protéica, mas estes
são casos muito específicos. Uma maneira
é não ingerir uma quantidade suficiente
de alimentos, sejam estes de origem vegetal ou animal.
A imagem de crianças desnutridas que vemos
na televisão ou nas ruas é um exemplo
típico de desnutrição protéico-calórica.
Mas estas crianças (ou adultos) não
apresentam carências exclusivamente protéicas,
elas também sofrem de carências de
vitaminas de A a Z, calorias, ferro, cálcio
e etc. A proteína não será
um problema desde que se ingira uma quantidade suficiente
de alimentos e, caso não hajam alimentos
em quantidade suficiente, a proteína não
será o único nutriente com que se
preocupar.
Outra maneira de desenvolver uma deficiência
protéica é ingerir grandes quantidades
de álcool e açúcar. Ambos não
contêm proteínas e são grandes
fontes de calorias. Mas, novamente, estes dois “alimentos”
também são pobres em todos os nutrientes
(vitaminas, minerais, lipídios, carboidratos
complexos) e uma deficiência protéica
não será a única a se desenvolver.
Devido à suficiência - ou abundância
- de proteínas nos produtos de origem vegetal,
o consumo de produtos de origem animal (carnes,
ovos e derivados do leite) é totalmente desnecessário
para suprir nossas necessidades protéicas.
O único produto de origem animal necessário
à nutrição humana é
o leite e este deve ser, obviamente, humano. Após
o período de amamentação, como
o próprio nome sugere, o leite deixa de ser
necessário ao homem ou a qualquer outro mamífero.
O leite materno, que vem fornecendo proteína
aos humanos em fase de amamentação
por milênios, fornece apenas 6% de suas calorias
na forma de proteína, enquanto o leite de
vaca fornece, exageradamente, 22% de suas calorias
na forma de proteína.
Conteúdo
Protéico de Alguns Alimentos de Origem Vegetal
| ALIMENTO |
CALORIAS/100G |
%
CALORIAS DERIVADAS
DE PROTEÍNAS |
| Brócolis
|
32
|
45 |
| Broto
de Alfafa |
29
|
43 |
| Tofú
|
98
|
34 |
| Lentilha
|
340
|
29 |
| Couve-Flor
|
41
|
27 |
| Pepino
|
15 |
24 |
| Grão-de-Bico
|
360
|
23 |
| Feijão
|
337
|
22 |
| Trigo
|
330
|
17 |
| Milho
|
96
|
15 |
| Centeio
|
334 |
14 |
| Amêndoas
|
598
|
12 |
| Aveia
|
348
|
11 |
| Batata
|
75
|
10 |
| Cenoura
|
42
|
10 |
| Arroz
Integral |
358 |
9 |
| Banana
|
85
|
5 |
| Maçã
|
56 |
2 |
| RDA
Adulto |
2000
- 2700 /dia |
dia
8 - 9 |
A Superioridade Dos Vegetais
Não somente é a proteína vegetal
suficiente, mas ela é também superior
à proteína animal. A carne, por exemplo,
seja ela qual for, é composta por proteína,
gordura e algumas vitaminas e minerais. Ela não
contém um grama sequer de carboidratos ou
fibras. A busca por uma quantidade exagerada de
proteína leva à adoção
de cardápios que são também
excessivamente ricos em gorduras e extremamente
pobres em fibras e carboidratos complexos. Uma dieta
rica em proteínas está diretamente
ligada à perda de massa óssea (osteoporose)
e o consumo excessivo de gorduras é o principal
fator na ocorrência da obesidade e das doenças
cardiovasculares. Ao mesmo tempo, uma dieta pobre
em fibras e carboidratos complexos implica na ocorrência
dos mais variados problemas de saúde.
Os
produtos animais são realmente mais ricos
em proteína do que os produtos vegetais e
isto, contrariamente à crença popular,
não traz benefícios à saúde,
mas sim prejuízos.
------------
Se
você está pensando em se tornar vegetariano,
consulte um profissional especializado para orientar
sua mudança alimentar. O Dr George Guimarães
é nutricionista e especializado em dietas
vegetarianas, dedicando-se à pesquisa, aconselhamento
e consultoria em alimentação vegetariana.
Ele atende em seu consultório na cidade de
São Paulo, onde dirige a empresa nutriVeg
Consultoria em Nutrição Vegetariana,
que presta serviços de consultoria a empresas
da área. Na mesma cidade, dirige também
o VEGETHUS Restaurante Vegetariano e coordena as
atividades da Sociedade Vegetariana Brasileira.
Contatos:
(11) 5585-3475 / www.nutriveg.com.br
/ nutriveg@terra.com.br
|
|
alimentação
Vegetariana
A
alimentação vegetariana está
a tornar-se, rapidamente, muito popular. A alimentação
desse tipo pode ajudar a reduzir o risco de contrair
muitas doenças comuns hoje em dia, promove
a perda de peso e beneficia o meio ambiente. Contudo,
ainda proliferam os mitos e os preconceitos. Se
está a pensar em fazer uma mudança
na sua alimentação, é importante
que obtenha informações seguras. Vejamos
algumas das perguntas que se formulam com mais frequência
em relação à alimentação
vegetariana.
Existem
diferentes tipos de alimentação vegetariana?
Sim, na alimentação vegetariana, existem
diferentes variações. Os vegetarianos
estritos não consomem nenhum produto de origem
animal. A sua alimentação é
constituída, fundamentalmente, por frutas,
vegetais, legumes, grãos, sementes e oleaginosas
(amêndoas, nozes, amendoim). Os lactovegetarianos
juntam, à sua alimentação,
os produtos lácteos. Por sua vez, os ovolactovegetarianos
incluem ovos e produtos derivados do leite.
As pessoas que consomem carne animal (carnes vermelhas,
peixe, aves) não são consideradas
vegetarianas; no entanto, à medida que os
benefícios saudáveis da alimentação
vegetariana se foram dando a conhecer, muitas pessoas
reduziram ou eliminaram os produtos animais da sua
mesa. Por exemplo, muitas comem peixe e aves, mas
não carnes vermelhas; outras, só comem
carne em pequenas quantidades, poucas vezes por
semana. Esta classe de alimentação
é considerada semivegetariana. Não
obstante, devemos assinalar que esta última
classe de alimentação não proporciona
todos os benefícios de uma alimentação
vegetariana.
Quais
são os benefícios saudáveis
de uma alimentação vegetariana?
A alimentação vegetariana contém
níveis mais baixos de gorduras saturadas,
colesterol e proteínas animais. Por outro
lado, é rica em folato (um subproduto do
ácido fólico), vitaminas antioxidantes
como a C e a E, caroteno e fitoquímicos.
Os vegetarianos têm, sobretudo, probabilidades
muito menores de contrair doenças cardíacas,
obesidade, tensão alta, diabetes, osteoporose
e algumas formas de cancro (particularmente cancro
de pulmão e cólon). A alimentação
vegetariana tem sido usada, com êxito, para
reverter graves doenças cardíacas.
É
possível obter proteínas suficientes
numa alimentação vegetariana?
Absolutamente. É realmente difícil
sofrer de uma deficiência proteica, a menos
que se coma muito pouco. Se se tiver em conta os
alimentos não refinados, todos eles contêm
proporções significativas de proteínas.
As batatas têm 11% de proteínas, as
laranjas 8%, os grãos 26% e o tofu 34%; na
realidade, as crianças duplicam o seu peso
corporal em apenas seis meses com uma alimentação
que contém apenas 5% de proteínas
(o leite materno contém só 5% de proteínas).
De
que quantidade de proteínas necessita o corpo?
De acordo com a Organização Mundial
de Saúde, a Quantidade Diária Recomendada
de proteínas é de 0,8 g por cada quilo
de peso corporal (os atletas chegam a necessitar
de 1 a 1,5 g). De todos os modos, é uma quantidade
facilmente obtida de uma alimentação
vegetariana.
O excesso de proteínas pode causar uma série
de problemas, incluindo perda óssea de minerais,
doenças renais e desidratação.
O corpo só pode utilizar uma quantidade determinada
de proteínas; o excesso decompõe-se
por meio da oxidação, fazendo que
os rins trabalhem até ao limite; ou é
depositado como gordura corporal. Nenhuma destas
opções é saudável.
Qual
é a diferença entre as proteínas
completas e incompletas?
As proteínas animais contêm os nove
aminoácidos essenciais; por esta razão,
são chamadas proteínas “completas”.
Estes nove aminoácidos podem ser encontrados
nas proteínas vegetais, mas nenhuma proteína
vegetal os contém a todos juntos. Portanto,
as proteínas vegetais são denominadas
“incompletas”.
Antes, acreditava-se que os vegetarianos deviam
combinar cuidadosamente as fontes de proteínas
vegetais para poderem obter os nove aminoácidos
essenciais; contudo, os estudos científicos
demonstraram que o organismo humano pode armazenar
os aminoácidos essenciais e combiná-los
quando seja necessário. Assim, se se combinam
nozes, arroz, manteiga de amendoim e cereais, obtém-se
uma proteína completa, mas não é
necessário combiná-los conscientemente
assim em cada refeição. Se se tiver
uma alimentação variada e adequada
de calorias, a combinação de proteínas
não é assunto de preocupação.
Porque
é que as pessoas se tornam vegetarianas?
Existe uma série de razões. Muitas
pessoas mudam a sua alimentação para
emagrecerem e ficarem saudáveis. Outras consideram
que o corpo é o templo do Espírito
Santo, que a saúde física é
o sustento necessário para a saúde
espiritual e, portanto, optam por uma alimentação
que lhes permita manter-se saudáveis. Outras
estão preocupadas com o meio ambiente e a
fome mundial. Para muitos vegetarianos, a razão
para adoptar uma alimentação com essas
características está fundamentada
numa combinação dos argumentos apresentados.
Como
é que o vegetarianismo afecta o meio ambiente?
Por todo o mundo, a vegetação está
a ser destruída para poder sustentar os hábitos
carnívoros das nações “desenvolvidas”.
Entre 1960 e 1985, cerca de 40% das florestas da
América Central foram destruídas,
com o fim de criar campos de pastoreio para o gado,
que logo se converteria em bifes e hambúrgueres.
Mais de duzentos mil hectares de terras de cultivo
são dedicados, anualmente, a pasto. Uma grande
quantidade de excrementos de animais (que excede
quase vinte vezes a quantidade de excrementos humanos)
vai parar aos lagos e fontes de água.
Sempre se pode pedir feijão guisado, arroz,
tacos e tortilhas num restaurante mexicano; os restaurantes
chineses oferecem toda a classe de pratos com vegetais,
arroz e tofu. Nos restaurantes italianos consegue--se
toda a espécie de massas: espaguete, ravioles,
lasanha recheada com verdura e sopas. ...
O
que é que o vegetarianismo faz pela fome
mundial?
Criar animais para o consumo é uma forma
extremamente ineficiente de procurar alimentar uma
crescente população mundial. Só
o gado dos Estados Unidos consome grãos e
soja que chegariam para alimentar cinco vezes a
população desse mesmo país.
Meio hectar de pasto produz uma média de
75 kg de bifes; esse mesmo terreno poderia produzir
mais de 9000 kg de batatas. Se os norte-americanos
reduzissem o seu consumo de carne em apenas uns
10%, poder-se-ia libertar, anualmente, mais de 12
milhões de toneladas de grãos para
consumo humano. Esta quantidade poderia ser suficiente
para alimentar 60 milhões de pessoas que
morrem de fome anualmente.
O
que é que os vegetarianos comem?
Não se perdem as melhores comidas?
Os vegetarianos têm uma grande quantidade
de escolhas para a sua alimentação.
Muitas das suas refeições são
realizadas com pequenas variações
das suas antigas comidas favoritas.
As
dietas vegetarianas são sempre saudáveis?
Nem sempre. Se se substituir a carne por gorduras
saturadas, queijos e óleo, isto não
ajuda muito. É importante recordar que os
gelados, as batatas fritas e as tortas de chocolate
não contêm carne; é possível
ser vegetariano e ainda consumir grandes quantidades
de calorias e gorduras saturadas. Vegetariana ou
não, uma alimentação saudável
tem uma baixa percentagem de gorduras saturadas
e colesterol, e está centrada nas frutas,
nos vegetais, nos grãos e nas proteínas
vegetais. Eliminar a carne não converte,
automaticamente, uma alimentação em
algo saudável.
É
difícil comer num restaurante quando se é
vegetariano?
Actualmente, é surpreendentemente fácil.
Sempre se pode pedir feijão guisado, arroz,
tacos e tortilhas num restaurante mexicano; os restaurantes
chineses oferecem toda a classe de pratos com vegetais,
arroz e tofu. Nos restaurantes italianos consegue-se
toda a espécie de massas: espaguete, ravioles,
lasanha recheada com verdura e sopas. Mesmo nos
centros comerciais se pode encontrar uma grande
variedade de saladas e tartes de vegetais; inclusivamente,
nas casas de comida rápida, há ofertas
especiais para vegetarianos.
A
alimentação vegetariana é saudável
para as crianças e adolescentes?
De acordo com a Associação Americana
de Nutrição, a alimentação
vegetariana satisfaz todos os requisitos nutricionais
das crianças e adolescentes, e promove o
crescimento normal. Nessa idade, dever--se-ia reforçar
a dieta com alimentos que contenham uma boa quantidade
de cálcio, ferro e zinco. Além disso,
há que ter em conta que as crianças
necessitam frequentemente de aperitivos e merenda,
pelo que deveria proporcionar-se alguns alimentos
semi-refinados e com certa percentagem de gorduras
não saturadas, que podem satisfazer as suas
necessidades de energia.
Os
vegetarianos são débeis e frágeis?
Não; isso é um mito. O ex-campeão
de culturismo, Bill Pearl, é vegetariano.
O desportista olímpico, medalha de ouro e
seis vezes Ironman (a competição física
mais extrema do planeta), Edwin Moses, e o campeão
mundial de Triatlo, David Scott, também são
vegetarianos.
Como
se faz a transição para uma alimentação
vegetariana?
Isso depende de cada indivíduo. Algumas pessoas
decidem, simplesmente, fazê-lo e nunca voltam
atrás; outras fazem mudanças graduais
na sua alimentação. Algumas começam
tendo uma ou as duas refeições principais
do dia sem carne; outras dedicam dois dias por semana
à alimentação vegetariana,
ou só comem carne um dia por semana. Outras,
ainda, começam por eliminar as carnes vermelhas,
e depois avançam para o peixe e as aves.
A Associação Dietética Americana
afirma que uma
alimentação vegetariana apropriada
e bem planificada é saudável, adequada
nutricionalmente e fornece importantes benefícios
na prevenção e tratamento de diversas
doenças.
Que
acontece se vivo numa família que consome
carne?
Isso não é tão terrível
como parece. É possível que os “carnívoros”
e os vegetarianos convivam pacificamente na mesma
mesa. Muitos pratos são uma combinação
de vegetais, grãos e carne. A ideia é
servi-los separados ou juntar a carne no fim.
Em
que afecta a alimentação vegetariana
quando se viaja, ou no aspecto social?
A maioria das linhas aéreas têm previsto
um menu vegetariano. Em eventos sociais como casamentos
ou festas, consegue-se mencionando as nossas preferências
alimentares a quem fez o convite. Para as reuniões
de negócios ou familiares em restaurantes,
basta fazer uma chamada telefónica para averiguar
qual é o menu e pedir algo adequado. Se for
convidado para jantar, não tenha receio de
dizer ao seu anfitrião que é vegetariano.
Os
vegetarianos necessitam de suplementos e vitaminas
especiais?
Na maioria dos casos, não. Uma alimentação
vegetariana bem equilibrada, que inclua uma variedade
de alimentos, reúne, normalmente, os requisitos
nutricionais. Uma possível excepção
seria a vitamina B12, que se encontra nos produtos
animais. Os vegetarianos que não consomem
produtos lácteos também devem prestar
atenção, de forma a obterem uma quantidade
de cálcio suficiente.
Quais
são alguns dos vegetarianos mais famosos?
Só para mencionar alguns: Leonardo Da Vinci,
Charles Darwin, Sócrates, Platão,
Isaac Newton, Thomas A. Edison, Mark Twain, Henry
David Thoreau, etc.
Qual
é a opinião dos especialistas sobre
a alimentação vegetariana?
A Associação Dietética Americana
afirma que uma alimentação vegetariana
apropriada e bem planificada é saudável,
adequada nutricionalmente e fornece importantes
benefícios na prevenção e tratamento
de diversas doenças.
Fonte
de pesquisa.: Revista.: Saúde & Lar (Edição
de Janeiro de 2005) http://www.saudelar.com
|
Indicação
de médico nutrólogo:
Eric
Slywitch - São Paulo - ericslywitch@yahoo.com.br
Fone:11 5081-4566 / 8184-8360
FRIDOG
SUPER PREMIUM VEGETARIANA
Saborosa e Saudável, Naturalmente !!!
- Auxílio eficaz no tratamento das dermatites
alérgicas;
- Baixo nível de sal: ótima indicação
para cães com problemas renais,
cardíacos e idosos;
- Redução de problemas gastrointestinais;
- Um alimento completo, com alta digestibilidade;
- Indicada a todas as raças, portes e idades.
Cida Chaves (representante)
Fones: ( 11 ) 5572-1289 - ( 11 ) 7235-9252
Email: racao.vegetariana@terra.com.br
* ENTREGA EM DOMICÍLIO - para os locais onde
não tem loja próxima
* DESCONTO - pode ser negociado dependendo da quantidade
Informações e Onde Comprar: http://geocities.yahoo.com.br/racao.vegetariana
|
|
|
|
|