No dia 31 de dezembro, cinco minutos antes da virada do Ano Novo, a patrulha ambiental cancelou a estoura de
fogos de artifício que seria realizada muito perto de uma reserva permanente habitada por um ninho de corujas.
Segundo a patrulha, o evento poderia prejudicar as aves que ali estavam.
A sede desse belo exemplo foi Capão da Canoa (RS), e o responsável por essa atitude do bem, que culminou com a
interdição do local, foi Luiz Eduardo Ribeiro Lopes — comandante do 1° Batalhão Ambiental da Brigada Militar.
Em nome do bem-estar das corujas o comandante enfrentou a prefeitura — responsável pelo evento — e milhares de
pessoas que estavam no local para ver os fogos.
”Logo após nossas providências, recebemos algumas críticas das pessoas que sentiram uma certa frustração por
não ocorrer o evento esperado, mas na seqüência recebemos o maior apoio das mais diversas partes do estado,
do país e até do exterior; o que nos surpreendeu muito”, afirma Lopes.
Segundo ele, a intenção era de preservar a vida das corujas e de cumprir a lei com muita sensibilidade, que
tem como o objetivo principal
“a preservação da vida em todas as suas formas”.
Após o ocorrido, as corujas gaúchas tornaram-se atração turística na cidade.
“Seus filhotes já começaram a
voar e estão completamente livres e protegidas pelos olhos atentos da comunidade que desde o início está vigilante”,
diz o comandante.
Também não se arrepende do que fez “pois cada vez mais sinto que o sentimento da sociedade, em sua maioria,
é de apoiar as ações corretas. A sociedade quer que providências sejam tomadas, fiscalizadas e garantam um
futuro para as próximas gerações”.
Parabenizamos a atitude do comandante e respondemos que a sociedade quer, sim, apoiar as ações corretas!
Agradecemos em nome dos animais!
INR