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Professora exibe o vídeo Fulaninho para ensinar crianças a respeitarem seus amigos de pêlo
A educação é a maior responsável pelas mudanças que ocorrem no mundo. Através dela podemos formar pessoas
mais conscientes e ativas na sociedade. “Acredito em educação e tenho convicção de que as informações
adequadas sobre o que nos cerca nos dá ricos elementos para nossas reflexões e escolhas”, afirma a professora
da terceira série, Nelly Maria Ferreira Reis, que, através dos vídeos Fulaninho e Criando um Amigo procura
ensinar a seus alunos como respeitar e cuidar de animais de estimação.
Essa idéia de exibir os vídeos surgiu porque Nelly trabalha na periferia onde há muitos animais abandonados,
maltratados, além de pessoas de outros bairros abandonarem animais nos arredores da escola, que fica em
Ferrazópolis, São Bernardo.
Segundo a professora, a reação dos alunos ao assistir ao vídeo foi muito positiva: “Prestaram atenção ao
filme todo e mostraram-se bastante comovidos, até porque o cão Fulaninho é o narrador, e no seu relato vai
passando ingenuidade, pois não entende como maldade o que fazem com ele. Criança também é assim”.
Nely diz que não há dúvidas de que o vídeo sensibilizou os alunos “mas acredito que seguir o trabalho de
conscientização passando também Criando um amigo, amplia a possibilidade de reagir ao problema de abandono
e ter elementos para optar pela posse responsável.Tudo isso também com muita conversa e com a interação dos
pais, seja contando para os filhos sobre algum animalzinho que já tiveram ou como vêem a criação de um animal
doméstico”.
Mas o trabalho não para por aí. Nely pretende continuar passando o ensinamento às crianças: “Desenvolver
esse trabalho com novas turmas é, além de uma postura minha, uma necessidade para a formação dos alunos
e respeito para com nossos amiguinhos de pêlo”.
A professora não só orienta seus alunos sobre animais de estimação, como também sobre alimentação: “era
interessante perguntar aos alunos, logicamente brincando, para estudarmos a origem dos alimentos (vegetal, animal)
‘você come boi morto?’. Todas as crianças, as quais eu fiz essa pergunta, responderam ‘Eu não!!!!!’...
É preciso saber para escolher.”
Mas o que a própria Nely aprendeu com tudo isso? “Aprendo que esse tipo de trabalho é, antes de tudo,
minha reação de discordância com a violência com os que não têm capacidade de reagir por si; aos que
são colocados, de forma vil, em situações de sofrimento e andam morrendo entre o vai e vem das pessoas
tão preocupadas só consigo mesmas.”
Agradecemos em nome dos animais!
INR
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