Fontes
citadas: no final do texto
Comer carne, uma forma de violência?
A situação dos animais de consumo nos convida ao vegetarianismo,
ou no mínimo
a uma reflexão sobre nossos hábitos carnívoros.
Se
remontarmos, por exemplo, à época de Jesus, o sacrifício
de animais era uma
desculpa para os homens ingerirem carne, e Jesus contestou o
sacrifício
de animais a cada passo. Ele proibiu a venda de animais para sacrifício
e o consumo no templo,
instituiu o batismo em lugar do sacrifício dizendo que Deus “requeria
piedade, não
sacrifício” e eliminou completamente o sacrifício
de animais na Última Ceia (refeição
vegetariana da Páscoa).
Pense
um pouco: se você mata ou colabora na morte dos seres
pagando a outros
para que matem por você, implicitamente está apoiando
uma forma de violência. Por
conseqüência, todas as outras violências ficam mais
fáceis.
Há pessoas que dizem: já está morto, então
vou comer...de qualquer forma ela
passou a apoiar os que mataram, toda a estrutura que vive desta
violência.
Há ainda
os que acham que estes animais foram criados para isto e que,
portanto, tal fato
legitima a violência de sua morte, ora, tal argumento serviria
para qualquer morte.
Se
assim fosse, também poderíamos criar seres humanos
para o sacrifício e seriam
mortes justificáveis.
A raiz desse pensamento é a idéia de que nós
homens somos proprietários dos
outros seres. Na
realidade, todos os seres estão conosco no mesmo lugar,
a Terra. À medida que
o homem ganhou consciência, não cabe mais no simples
papel de predador. Ele se
encaminha para ser algo muito maior e esta é a razão
da mudança de suas atitudes
em evolução. Milhões de frangos, perus, patos, gansos. Bois, carneiros,
cabritos, porcos, etc., são diariamente mortos sem piedade
para atender exigências do mercado da carne.
Podemos dizer que os seres humanos comem praticamente todos
os tipos de animais. Desde camelos e cavalos no
deserto, tigres,
javalis e
elefantes na África, avestruzes e cangurus na Oceania, até bichinhos,
como paca, tatu, cotia, capivara, ouriço, gambá, cobras,
gatos-do-mato, macacos, tanajuras, peixes-boi, botos, peixes-elétricos
e muitos outros devorados no Brasil (a maioria passando por sofrimentos
extremos). Animais estranhos como cobras e ratos (China), baratas,
lagartas, larvas, formigas e gafanhotos (Tailândia) também
fazem parte dos incomuns hábitos alimentares da
humanidade.
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Bovinos
Como são mortos
Mesmo hoje em dia, o processo de abate permanece primitivo
e violento. Animais entram no abatedouro um a um. Os criadores
mais bem aparelhados,
usam um revólver pneumático atordoador, mas, é muito
comum a marretada na cabeça, nem sempre certeira. Quando é chegada
a hora do abate, os animais, em geral, são forçados
a entrar num corredor estreito. Desesperam-se, tentando fugir de
todas as formas, viram-se de um lado para o outro, os olhos cheios
de terror. Sentem o cheiro do sangue dos companheiros mortos e recusam-se
a seguir adiante. Alguns, já sem força, caem; os que
permanecem de pé são forçados a prosseguir,
tangidos a choques elétricos. Ao final do percurso, um por
um, são contidos em pequenos boxes e covardemente massacrados:
recebem marretadas, tantas quantas forem necessárias, até que
tombem. Os golpes lhes causam mutilações nos chifres,
olhos e focinho.
São
então suspensos – alguns às vezes ainda vivos – por
uma das patas traseiras;seus músculos se rompem em virtude
do grande peso de seus corpos. Operários
com longas facas cortam a garganta de cada animal, na veia jugular
e carótida, deixando-o sangrar até a morte, pendurado
de cabeça para baixo.
No
Brasil, este procedimento é comumente empregado no abate
de bovinos. Porcos, cabras, ovelhas, aves e outros animais são
igualmente abatidos com idêntica brutalidade, mas sem o
uso do atordoamento.
Manejo
Qualquer que seja o lugar do mundo, o gado é sempre exposto
a duras condições, sofrendo manejo bruto e, freqüentemente,
crueldades no decorrer de suas curtas vidas. Só nos Estados
Unidos, onde cada cidadão come sete bois de aproximadamente
500 kg em toda a sua vida, mais de 100 mil cabeças de gado
são abatidas a cada 24 horas. Principalmente
no Brasil, o gado é rotineiramente castrado,
seus chifres arrancados, e seu corpo é marcado a ferro quente
sem anestesia. Estes procedimentos são realizados somente
para benefício econômico e conveniência dos
produtores de carne. Ao
pastar a céu aberto, eles são expostos a condições
climáticas extremas, que vão desde calor insuportável
até tempestades e secas. Muitos animais sofrem e morrem de
calor, frio, sede, fome, doenças e envenenamento por plantas
tóxicas. Após diversos meses no campo, o gado é transportado
para locais de engorda , o que é feito através do fornecimento
de grãos . Nesse local, dezenas de milhares de animais são
apinhados em áreas lamacentas, infestadas de moscas e cheias
de estrume, onde o estresse os torna suscetíveis à febre
e a outras dolorosas doenças debilitantes. Defender-se das
moscas pode fazer com que eles percam um ou dois quilos por dia,
por isso os produtores os pulverizam regularmente com inseticidas
altamente tóxicos. Engorda
O gado não se adapta de imediato a comer grandes quantidades
de grãos. A mudança fisiológica abrupta na dieta
de grama para grãos causa dolorosos problemas digestivos,
principalmente flatulência.
Para aumentar o ganho de peso e reduzir os custos alguns produtores
adicionam papelão, jornais, serragem e até pó de
cimento à ração. Outros preferem adicionar estrume
de aves e suínos ou esgoto industrial e óleos. Trasporte
Quando atingirem o peso ideal, os animais são transportados
por caminhões até os matadouros. Freqüentemente
são manejados com brutalidade: levam choques elétricos
de aguilhões, são chutados e arrastados. Podem ser
privados de alimento e água e sofrer exposição
a condições ambientais difíceis por longos períodos. Caminhões que transportam gado estão sempre superlotados,
o que resulta em quedas, pisoteamento e lesões durante
o transporte.
Os animais que sofrem trauma de pernas, pelve, pescoço ou
perna, são arrastados para fora dos caminhões até o
piso do matadouro, onde, muitas vezes, agonizando de dor, chegam
a esperar horas para ser abatidos. Animais
que estão doentes demais para morrer não recebem
eutanásia. Em vez disso, podem ser jogados na “pilha
de mortos” e deixados para morrer de doença, sede
fome ou hipotermia. Nos
Estados Unidos, embora seja requisito de Federal Humane Slaughter
Act de 1958 e revisto em 1978 (com exceção de abate
kosher e de outras recomendações religiosas), o atordoamento
nem sempre é feito com sucesso, devido à incompetência, à indiferença
ou à deficiência do equipamento. Abate religioso
Existe um tipo de abate de cunho “religioso” que segue
o preceito segundo o qual não se deve ingerir alimentos com
sangue, como praticado para a produção de alimentos
judaicos, a chamada comida kosher talvez seja pior que a habitual,
pois é marcado por excepcional requinte de crueldade. Vacas e seus bezerros
Vacas
são mães atenciosas e sensíveis. Basta
ver como lambem carinhosamente as suas crias e como essas necessitam
da companhia de suas mães. Não se permite nem ao menos
que as vacas vejam a sua cria, pois do contrário não
conseguiriam permanecer tranqüilas . Elas costumam agitar-se
e gritar desesperadamente quando são afastadas do filhote.
E assim começa uma das maiores crueldades que o ser humano
pode cometer contra os animais: a indústria da vitela. voltar ao topo
Vitela – o que você não vê
Sendo uma carne alva, tenra e considerada deliciosa, a vitela é
apreciada em todo o mundo. Conseqüentemente, é uma das
comidas mais caras que se conhece, o que estimula a ambição
dos criadores, em sua ânsia por lucros.
Assim que nascem, os bezerros machos são retirados da presença
da mãe e isoladas em compartimentos individuais onde recebem
um banho frio e passam a se alimentar com leite fornecido não
em tetas, mas em recipientes ou canaletas.
O ato de sugar, importante para esses pequenos seres, não
lhes é permitido, o que produz um alto índice de ansiedade.
Costumam então sugar qualquer coisa que lhes é dada,
como dedos, pontas de roupas, etc.
Confinamento
Sua carne deve ser branca e macia. Para isso é necessário
que os músculos dos animais não se tornem avermelhados,
como os tecidos de vacas adultas. A técnica de produção
da vitela mostra que é preciso evitar a atividade muscular
para impedir a oxigenação dos músculos. Para
isso, os animais devem ser mantidos em pequenas celas que impeçam
seus movimentos.
Depois
de um tempo, os animais são forçados
a permanecer em pequenos currais individuais onde somente conseguem
ficar de pé com o pescoço virado para a direita ou
para a esquerda.
Em
dias alternados, funcionários mudam a
cabeça do animal cada dia para um lado. Raramente têm
a cabeça voltada para frente com o pescoço esticado,
pois isso permitiria a movimentação dos músculos
do pescoço. Esse processo é mais comum
algumas semanas depois do nascimento.
Alimentação
Ainda para evitar o tingimento dos músculos, os bebês
são forçados a uma dieta completamente isenta de ferro,
o que lhes provoca uma fraqueza profunda.
A
ausência do mineral
em seus corpos produz uma grande ansiedade por tudo aquilo que possa
conter ferro, mas até a água que lhes é fornecida é desmineralizada,
Por isso os animais lambem pregos e material metálico das
celas e até mesmo sua própria urina.
O sofrimento do bezerro
Visitar uma área de criação de vitela é como
estar em um campo de concentração infantil.
Os novihos olham para os visitantes e se aproximam como quem
pede ajuda.
Tentam
sugar dedos ou pedaços de roupas, enchem os olhos
de lágrimas
e emitem sons guturais estranhos. Esse sofrimento não
dura mais que três meses, quando já estão
prontos para o abate. São então levados para
um local onde são cruelmente mortos , em geral com
um corte profundo na jugular, para perder todo o sangue
lentamente.
Paladar refinado?
Todo ano, só nos EUA cerca de um milhão de bezerros
são mortos para servir aos refinados apreciadores
de uma boa carne.(!?!)
O
hábito de comer vitela começou provavelmente quando
vacas grávidas morriam e serviam de refeição.
Percebeu-se que o feto tinha uma carne de textura muito tenra.
Depois vieram os métodos para manter a carne do bezerra
macia por mais tempo. Por isso hoje se consegue essa façanha
com animais de até três meses de idade.
Muitos
deles morrem antes de completar três meses de nascidos, alguns por infecções
(uma vez que seu sistema imunológico é frágil
devido à anemia), outros por doença de causa desconhecida.
Apresentam diarréias constantes e ficam cada vez mais tristes,
até se entregar à morte libertadora. Sua carne, mesmo
nesses casos, é direcionada para os restaurantes. Vitela
x produção de leite
É
possível entender perfeitamente a origem dessa doença “de
causa desconhecida”. Se um bebê humano, imediatamente
afastado de sua mãe ao nascer, for amamentado artificialmente,
estando preso a um berço que limite os seus movimentos, sem
receber carinho de forma alguma, sentindo fraqueza constante, certamente
viverá bem menos que uma vaquinha.
A produção de leite também implica crueldade
com os animais. Milhares de bezerros são mortos, depois de
serem criados em gaiolas minúsculas para que não desenvolvam
nem enrijeçam músculos e sejam abatidos e vendidos
como se fossem vitelas. Ao tomar o seu “leite”, a pessoa
torna-se cúmplice dessa produção e
do abate indiscriminado de bezerros. Produção
de leite
Atualmente uma vaca produz dez vezes mais leite do que sua
natureza permitiria. São tratadas como máquinas: não
tomam sol, não amamentam seus filhotes, recebem doses de
hormônios, sentem dores (basta ver o tamanho das tetas de
uma vaca leiteira) e algumas contraem infecções.
Quando estão exaustas são abatidas. Muitos animais
doentes, que mal podem se levantar, são arrastados para
os matadouros assim mesmo, para não haver desperdício. Não podemos nos esquecer dos bezerros que são vendidos
para rodeios, onde sofrem fraturas de coluna, patas, hemorragias,
e são quase sempre abatidos de forma cruel. Nos
Estados Unidos, defensores da alimentação vegetariana
e dos direitos dos animais afirmam que, se um produtor de carne tratasse
seu cão da maneira como rotineiramente trata seu gado, seria
multado, processado e provavelmente preso – e teria seu cão
apreendido. Propaganda enganosa
A McDonald´s, rede mundial de hamburgers, gasta milhões
de dólares em campanhas de propaganda direcionada a crianças
e jovens, tentando mostrar que seu produto é bom. Criaram
até um palhaço chamado Ronald McDonald´s. Nos
anúncios, ele mostra que os hamburgers nascem como frutas
e crescem em pacotes. Esse personagem era interpretado por Jeff Juliano
que, ao inteirar-se da forma como o gado vive e é assassinado,
abandonou o emprego milionário e tornou-se vegetariano. Crueldade embutida
Os criadores costumam afirmar, com um orgulho sinistro, que “da
vaca se aproveita tudo”, dos cascos ao chifre, sendo por isso
um “animal muito útil ao homem”, conforme aprendemos
na escola. Até mesmo as patas, que não seriam comestíveis,
fornecem material para a geléia de mocotó. Muitas gelatinas
artificiais são produzidas com patas de vacas ou bois, além
de conter corantes e aromatizantes artificiais. Portanto, vegetarianos
não devem consumir gelatinas de origem animal e geléia
de mocotó. Se
você ainda não foi convencido de que deve fazer
a sua parte deixando de comer carne, lembre-se destas informações
na próxima vez que se sentar num restaurante de luxo e pedir
uma vitela acompanhada de um bom vinho francês.
Existe um grande movimento internacional de boicote ao consumo
de vitela criado justamente pela compaixão que sentimos em relação
a esses filhotes. Não peça mais vitela (ou a carne
da mãe dela!) nos restaurantes, nem a compre nos supermercados.
Mas quer fazer mais? Não freqüente mais lugares que apresentem
esse tipo de prato em seu cardápio e avise-os do porquê de
sua decisão. Melhor ainda: divulgue isto entre seus amigos.
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Aves
Até parece que nunca tiveram um rosto
Os produtos animais expostos nas prateleiras e freezers dos supermercados
são apresentados higienicamente limpos e empacotados num
ambiente plácido, tranqüilo. Mas esse lugar calmo e
perfumado, geralmente com música suave ao fundo (que contribui
mais ainda para oferecer um clima sereno), esconde uma outra realidade.
Propaganda enganosa
No caso dos frangos e seus derivados, deparamo-nos com partes
desses animais muito bem cortadas, limpas e arrumadas em
embalagens brilhantes,
de aspecto sedutor; os ovos, também muito limpos e alvos,
dentro de caixas especiais, coloridas, empilhadas com esmero.
Não
raro, o setor de frango do agradável supermercado mostra
a imagem de uma galinha sorrindo, muito feliz devido à preferência
do freguês pela sua carne ou pela granja que a comercializa.
Nas campanhas promocionais, essas empresas
freqüentemente
distribuem folhetinhos pelo supermercado, com historinhas de galinhas
e pintinhos amarelinhos, rechonchudos e bonitinhos, que vivem em
campos e chácaras, eles querem nos fazer crer que esses
animais habitam verdadeiros paraísos ou quintais alegres
e multifloridos e são criados com amor e dedicação.
Nada mais distante da realidade. Obviamente,
não seria conveniente que o supermercado, mostrasse
imagens e filmes das cenas de debicação, da cauterização,
dos galpões superlotados, repletos de animais com olhares
atônitos (sem entender que crime cometeram para estar ali),
do transporte desumano, do abate cruento, etc.
Se as pessoas soubessem dessa realidade, muitas delas provavelmente
deixariam de comprar as aves. Certa
vez, num supermercado, John Robbins, líder do movimento
americano Earth Save e autor de Diet For a New America (Dieta para
Uma Nova América) observou uma placa onde estava escrito “frango
fresco”. Ao verificar que, na verdade, o produto da venda eram
galinhas mortas, chamou o gerente e sugeriu-lhe que, para evitar
a propaganda enganosa, mudassem os dizeres da placa para “frango
fresco morto”.
Manejo
Por detrás da farsa da propaganda se encontra a dura realidade
dos milhões de frangos criados em cativeiro, impedidos de
ciscar alegremente, tristes, sem direito à liberdade, ao sol,
vivendo em “celas” superlotadas até atingir o
peso ideal (obtido através de hormônios e de outros
medicamentos), quando são cruelmente abatidos.
Depois
de mortos são depenados, eviscerados, limpos e cortados – não
se sabe em que condições de higiene – para serem
enfim empacotados nas embalagens, congelados e enviados para o comércio.
Durante sua vida miserável, passam por verdadeira
tortura.
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A superpopulação
estressa profundamente as aves. No setor das “unidades” poedeiras,
as galinhas sãoexpostas à luz
artificial constante, de modo a pensarem que o dia é contínuo,
o que mantém o seu metabolismo ativo na produção
de ovos.
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Debicação
Devido à sobrecarga a que são forçadas, acabam
vivendo pouco. Sob forte tensão, tendem a se bicar e a se
dilacerar. Mas a genialidade dos criadores resolveu o problema: a “debicação”,
técnica de cortar a ponta do bico dos frangos ao nascerem.
Essa
prática acontece regularmente, independente da dor que
possa produzir no animal. E como produz! A ponta do bico das aves,
assim como a parte interna das unhas dos homens, é de
grande sensibilidade.
Calcula-se
que a debicação produza uma
dor semelhante àquela que sentimos ao cortar a ponta de um
dedo (ou do nosso nariz!). Tanto é assim que, após
terem parte dos seus bicos cortados, os pobres animais se debatem
de dor e correm apavorados de um lado para o outro, emitindo sons
de agonia.
Geralmente
têm sangramento profuso e correm o risco
de morrer. Os criadores – não por humanismo, é claro,
mas para evitar prejuízos com a morte por hemorragia – mais
uma vez lançam mão da sua habitual inteligência:
logo em seguida a debicação, cauterizam o bico do pintinho
com um aparelho que apresenta um fundo incandescente...
Ao
conferirmos o modo com vivem esses animais e a tortura a que
são submetidos,
percebemos que não somente as grandes granjas, mas também
as pocilgas e os locais de criação de gado, nada devem
aos campos de concentração. Muitos
frangos e galinhas poedeiras morrem subitamente nessas “fazendas”,
certamente de tristeza. Outras são transportadas em caminhões
superlotados, sendo expostas ao sol, ao frio, ao vento, a chuva
e a um jejum prolongado. A
ave é um vegetal?
Curioso é perceber que quando afirmamos ser vegetarianos,
seja num restaurante ou entre pessoas que acabamos de conhecer, é comum
ouvir-se a pergunta: “Mas você come frango, não é?” Certa
vez, num restaurante, afirmei ser vegetariano e pedi uma salada.
O gerente para agradar, mandou servir-me,
sem que eu pedisse,
um “peitinho
de frango” grelhado, como uma oferta da casa... Diante
disso, podemos inferir que certas pessoas pensam que frango e
aves em geral são vegetais. Se pudéssemos ver como
eles nascem, vivem e morrem nos criadouros, talvez entendêssemos
por que são comparados a “vegetais” ou a objetos.
Isso
vale para qualquer outra ave criada para consumo: pato, marreco,
ganso, faisão, chester, peru, avestruz, codorna, perdiz, etc.
Desde que criados industrialmente para o consumo humano, todas as
aves têm o mesmo destino que os frangos, algumas até envolvendo
situações piores, como é o caso dos gansos,
de quem se produz o requintado foie gras. voltar ao topo
“Foie gras" (patê de fígado de ganso)
Entre os hábitos alimentares humanos que exigem sofrimento
animal, a França dá a sua contribuição
com o caso do foie gras - seu processo resulta no adoecimento do
fígado. As aves são criadas apenas com o objetivo
de terem seus fígados transformados em caríssimo patê.
Desde
que nascem, os pequenos gansos recebem uma carga de alimentos
muito rica em gorduras saturadas, de modo a ter seu fígado
aumentado.
São alimentados à força por
meio de tubos que atingem diretamente seu estômago, pois,
caso contrário,
não comeriam aquele tipo de comida. Muitas vezes é colocado
um elástico nos seus pescoços de modo a evitar
a regurgitação.
Nunca se alimentam por conta própria de nenhum tipo de
comida extra, além da “gordurama”.
Chegam à idade
adulta com fígados que podem atingir até cinco vezes
o peso do resto do seu corpo. Eles não se movimentam mais,
pois perdem a capacidade de andar. São mortos cruamente, e
após terem retirados seus fígados, suas carcaças
são atiradas no lixo, pois não servem para consumo
devido ao excesso de antibióticos e drogas que recebem. Hoje
muitos países produzem o foie gras. voltar ao topo
Porcos
Quem é o porco?
Porcos são animais dóceis, amigos e podem viver em
contato conosco de modo semelhante aos cães domésticos.
São sensíveis e capazes de amar seus donos se conviverem
com seres realmente humanos. Porcos são também inteligentes.
Testes científicos demonstraram que estão aptos a
realizar tarefas semelhantes àquelas desempenhadas por cães
e, em alguns casos, podem ser adestrados para executar tarefas tão
excepcionais que nenhum outro tipo de animal conseguiria desempenhar.
Mas devido ao hábito humano, de consumir esse tipo de carne,
o porco é submetido a muitos tipos de agressões e
desrespeitos.
O
modo como comem (fuçando a comida) deu origem à idéia
de que eles não seriam “higiênicos”. Daí
o substantivo “porco” ter dado margem à criação
do adjetivo do mesmo nome. "Porco” ficou sendo o epíteto
não somente de alguém que não tem higiene,
mas de diversos outros tipos como os obesos, os policiais, as pessoas
sujas, etc.
Hoje
considera-se “porcaria” diversos tipos de hábitos
ou atos, que os porcos são incapazes de cometer – muito
menos intencionalmente -, como emitir gases, arrotar à mesa,
retirar secreções do nariz, falar com a boca cheia,
não gostar de tomar banho, urinar fora do vaso sanitário,
etc.
Convencionou-se usar o adjetivo “porco”, numa referência
ao animal, mas na verdade os seres humanos (e somente eles) são
capazes de realizar mais “porcarias” - inclusive conscientemente
– do que qualquer porco.
Considerando-se
que os porcos domésticos acabam em lixões ou comendo
lavagem em coxos (não por culpa deles), e que humanos comem
de fato verdadeiras “porcarias”, como, entre outras, intestinos
de boi, rins, cérebro de macaco, bunda de formiga, olho de
passarinho e de atum, baratas, morcegos (na China), ovas de peixe,
pênis de cachorro, mortadela (feita com restos de vários
tipos de animais), chouriço (feito com sangue de porco), testículos
de vários animais, miolo (cérebro de boi), bofe (pulmão
bovino), carnes putrefatas (carne-de-sol), carne crua (quibe árabe),
picanha sangrenta e buchada nordestina, cabe a pergunta: quem é
o porco?
Também
em relação ao comportamento e à ética,
podemos verificar que realmente há humanos que são porcos
(adjetivos) e que há porcos que, pela sua sensibilidade e benevolência,
são bem mais “humanos” (adjetivo) que muitos humanos
(substantivo).
Ele
é simplesmente um animal também criado por Deus. A verdade
é que ele tem tudo para ser amigo do homem, como ele realmente
é. Há diversos casos descritos de porcos que viveram
como cães em seu relacionamento com seres humanos.
A
história de Oinc
Tive
um amigo em Minas Gerais que, compadecido, salvou um leitãozinho
de ser devorado na festa máxima da cristandade. O animalzinho,
que recebeu o sugestivo nome de Oinc, foi criado por ele e
acabou crescendo e habitando
a sua casa. Já adulto, era curiosíssimo ver
o meu amigo assobiando para chamar o porco, que dormia normalmente
na soleira da porta e perambulava pela casa,
como se fosse um cachorro. |
 |
Oinc
tinha por hábito sentar-se à beira da mesa aguardando
que lhe fosse atirado algum pedaço de pão ou comida...
Imenso, mas não obeso, brincava com as crianças, aguardava
ansiosamente a volta do meu amigo (abanando o seu pequeno rabo de
alegria assim que ele chegava) e avisava, com guinchos e agitação,
a chegada de alguma pessoa estranha. Era acariciado pelas pessoas
e gostava disso, e, como qualquer cão, não aceitava
o carinho de estranhos. Quando seu dono chegava do trabalho, Oinc
corria desengonçado ao seu encontro.
Infelizmente
o destino de Oinc não foi feliz. Meu amigo teve de viajar para
o exterior, onde permaneceu por mais de dois anos. Cheio de tristeza
e saudades, Oinc não suportou a ausência e desenvolveu
uma profunda depressão, morrendo devido a uma baixa imunidade
que lhe desencadeou uma infecção generalizada. Quem
duvidar que animais têm sentimentos deveria ter visto olhar
de Oinc uma semana depois da viagem do meu amigo.
Mas
a grande maioria dos porcos não tem a mesma sorte de ter um
dono como o de Oinc. Eles também são vistos como mercadorias,
não como seres vivos com sentimento. Devido à sua carne
considerada saborosa, são criados em larga escala no mundo
inteiro, mas em condições tão vis e deploráveis
que envergonhariam qualquer pessoa dotada de um mínimo de sensibilidade.
Talvez sejam os animais que mais sofrem nas mãos de seus criadores.
Manejo
em pequena escala
Aqueles que criam porcos em pequena escala e domesticamente costumam
castrar os animais (para que possam engordar bastante), forçando-os
a uma vida sedentária, reclusa e totalmente incômoda,
alimentando-os com todo o tipo de resto de comida, preparando-os para
ser abatidos.
Como
são mortos
São mortos através de uma fina, longa e cortante faca
que lhes é cravada com perícia, diretamente no coração.
Sem se incomodarem se o animal sente dor e em que grau, esses criadores,
insensíveis, praticam esse ato friamente, em geral rindo, como
se estivessem fazendo algo trivial, como puxar uma descarga, por exemplo.
Há aqueles que tem como profissão matar porcos dessa
maneira, e assim, todos os dias, realizam seu trabalho. Conheci um
deles, uma pessoa no mínimo asquerosa, que me confessou que
a sensação que sentia ao introduzir a faca no peito
de um porco de 100 quilos era a mesma de matar um homem gordo...
Manejo
em grande escala
Nos matadouros, onde os animais são produzidos industrialmente,
não é muito diferente. Assim que nascem, os porquinhos
machos são castrados sem anestesia, de modo cruento. Depois
que mamarem alguns dias, são afastados da mãe e nunca
mais a vêem.
Prenhez
As porcas grávidas, nos dias finais da gravidez, são
mantidas num tipo de jaula tão pequena que não podem
se mover, sendo forçadas a se manter na mesma posição,
de pé, sem se voltar para qualquer lado e sem poder deitar-se.
E assim têm os seus filhotes, como máquinas de produzir
porquinhos.
Qualquer
mulher que já teve um filho sabe do incômodo característico
dos dias finais que precedem o final da gravidez, que exigem a busca
de posições mais confortáveis a cada instante.
Durante o próprio parto é necessário mudar de
posição várias vezes.
Imaginem
então que tremendo desconforto deve ser sentir as dores, as
contrações uterinas, sem poder mexer-se ou deitar-se...
as porcas grávidas, geralmente muitas ao mesmo tempo, costumam
urrar de dor, o que torna o ambiente em que vivem um local onde se
capta uma tristeza e uma agonia indescritíveis. Os animais
apresentam sempre um olhar apavorado, talvez pela tremenda dor a que
são submetidos.
|
Confinamento
Os demais porcos, castrados e programados para a engorda, vivem
igualmente agrupados ou isolados em áreas muito exíguas
e costumam agredir-se uns aos outros. Não raro, matam-se
ou mutilam-se. Para evitar isso, muitos criadores utilizam drogas
calmantes na ração.
Cascos
Porcos são animais de cascos definidos, adequados para que
possam andar na terra, na lama, na relva ou em terrenos macios.
No cativeiro, desde quando nascem, são forçados a
viver em chão de cimento ou grade, completamente antinaturais.
Com o tempo e o aumento de peso, os cascos sofrem maior tensão,
o que provoca abertura do ângulo e fissura central, muitas
vezes com ferimentos hemorrágicos, seguidos de infecção.
Antibióticos são fornecidos em grande quantidade,
não para aliviar o sofrimento dos animais (que costumam urrar
de dor, sem conseguir andar), mas para evitar as mortes que provocariam
prejuízos. As feridas nos cascos são cauterizadas
com instrumento de metal em brasa.
Drogas
Os porcos também recebem cargas consideráveis de outras
drogas, além de vacinas e hormônios. Usados regularmente,
os remédios contra parasitas, a maior parte cancerígena
(DDT e similares), contaminam a gordura destes animais e se alojam
no tecido adiposo. Isso faz do toucinho de origem industrial algo
perigoso para a saúde. Tal qual a lingüiça “pura”
de porco.
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Peixes
Peixes também sentem dor
Em um documentário realizado no EUA, estudiosos declararam
que os peixes têm em suas bocas quase a mesma quantidade de
terminações nervosas que os humanos têm em seus
genitais. Assim, puxar um peixe para fora d'água com um anzol
seria como tirar uma pessoa da água segurando suas partes
íntimas.
Sensibilidade
Muitos peixes, especialmente os que vivem no fundo do mar, usam
a boca não
só para se alimentar, mas também como uma espécie de sensor
geral. Eles possuem uma alta densidade de nervos.
Esta informação
nos faz refletir sobre os programas de pesca na TV, em que os desportistas
ou apresentadores capturam peixes com anzol. Aparentemente bons ecologistas
ou bons samaritanos, depois de fisgá-los, eles os devolvem à água.
Só que não podem imaginar a dor e o estresse que provocam no
animal, que, segundo os especialistas, é suficiente para que a grande
maioria não consiga sobreviver.
Dor
A dor na boca impede que eles se alimentem, o que facilita a
inanição
e a morte: o sangramento freqüentemente atrai predadores, como piranhas
e jacarés. Quando esses programas estrearam, imitando os similares
norte-americanos, entendeu-se ser uma boa ação devolver à água
os peixes capturados. O ideal seria proibir esses torturantes programas.
A sensação de um peixe for a d'água se compara à de
um homem sendo asfixiado, sentindo suas forças se esvaírem lentamente.
A retirada da água causa uma dor terrível e provoca
sangramento das guelras.
A dor gerada pelo imenso arpão de um mergulhador quando atravessa o
corpo de um peixe deve ser a mesma que sentiríamos se fôssemos
trespassados por uma lança.
Peixes em tanques
Peixes criados em tanques, como tilápias, carpas e trutas, também
são submetidos a forte estresse devidos aos espaços exíguos
em que são mantidos. Em alguns restaurantes é possível
ver aquários onde peixes e lagostas são expostos para ser escolhidos
pelos fregueses.
Esses
aquários estão longe de fornecer o mesmo
espaço que esses animais encontrariam na natureza. Muitas vezes, em
virtude da urgência em se preparar os pratos, são descamados,
têm o couro arrancado, ou são eviscerados ainda vivos!
Há certas
especialidades culinárias japonesas, um tipo de sushi, em que o peixe é servido
ainda vivo. Segundo os experts, é necessário que ele ainda se
mova ao ser servido, caso contrário o prato deve ser devolvido! Rãs
Rãs passam pelo mesmo problema, pois são criadas em pequenos
espaços, abatidas com uma forte pancada na cabeça e, geralmente,
têm o couro arrancado ainda vivas.
Comer rã é basicamente
antiecológico. Esses batráquios são muito importantes
para a cadeia alimentar e o equilíbrio dos ecossistemas, já que
se alimentam de insetos. Há quem diga que se rãs e sapos
desaparecessem, os insetos dominariam a Terra.
Baleias
No Japão, mais de 500 baleias são mortas todos os anos , o que
contraria a comissão Baleeira Internacional, o país alega fins
científicos”, porem sabe-se que são vendidas como
especiarias alimentares.
O Professor Frank Cipriano, da Universidade de São Francisco, EUA, é pioneiro
na identificação de carne por técnicas de análise
de DNA.
Suas
mais recentes pesquisas indicaram presença
de carne de baleia em alimentos para cães
no Japão.
Tubarões
Também no Japão e nos estranhos mercados alimentícios
do Oriente, há o hábito de consumir a sopa de barbatana de tubarão,
um dos pratos mais caros do mundo. Pescados vivos são cruelmente despojados
de suas barbatanas e em seguida devolvidos ao mar. Via de regra são
consumidos pelos companheiros, atraídos pelo sangue dos cortes. voltar ao topo
Caranguejos e lagostas
Atrocidades contra os animais existem em todas as partes do mundo.
O Brasil não fica longe: aqueles que apreciam caranguejos
sabem que costumam ser fervidos vivos! Caranguejo que não
se move não é consumido. Em Recife, Pernambuco, grelham
a lagosta viva, recém-retirada de um tanque, de onde foi
“escolhida” pelo freguês.
Depois de ser colocada diretamente na brasa com um peso por cima
ela passa instantaneamente da cor verde/azul para vermelha...
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Cães e Gatos
No Vietnã, cães são escolhidos por donas casa
e crianças, e são abatidos na hora. Eles são
escolhidos e retirados de uma gaiola com um pau com gancho na ponta,
espetando o animal pelo pescoço. Em seguida são jogados
em água fervendo e suas peles são arrancadas com eles
vivos.
Cães são vendidos em mercados e restaurantes.
Acreditam que sua carne é afrodisíaca. Estima-se que são
abatidos 500 cães e gatos por dia. Na
China, o “melhor amigo do homem” é uma iguaria. Lá,
como aqui, os cães são criados normalmente entre os homens e,
quando o dono decide comê-lo, basta assobiar. O dócil amigo se
aproxima, recebe uma forte pancada na cabeça e vai direto para a panela.
Existem
restaurantes que servem cães São Bernardo, especialmente
o “Fondue de cachorro”, o que está gerando fortes protestos
internacionais. Os criadores de São Bernardo vêm crescendo a cada
ano, pois é quatro vezes mais lucrativo do que criar porcos, vacas
e galinhas. No
Brasil, gatos são normalmente transformados em churrasco e vendidos
nas ruas em espetos. voltar ao topo
Macacos
Há requintes ainda mais abomináveis, como o hábito
de se consumir o cérebro de certos primatas no Japão.
Em um tipo de cerimônia macabra, o grupo de comensais se reúne
para uma refeição numa mesa em que orifícios
ocupam o lugar do prato. Ali são encaixadas as cabeças
de macaquinhos vivos, cujos pêlos são raspados.
Com
a ajuda de um martelinho as pessoas batem no crânio do animal até que
ele desfaleça. Então o garçom retira os ossos superiores
da cabeça dos macacos, expondo-lhes o cérebro, que recebe temperos
e molho de soja. São imediatamente saboreados por meio de palitinhos
típicos da culinária oriental. voltar ao topo
Formigas
Na França se consomem formigas de abdome doce, um tipo de
inseto que, por possuir grande concentração de carboidratos
em seu abdome, é usado para o preparo de um dos mais sóbrios
e caros tipos de guloseima. Essas formigas são mergulhadas
numa calda quente de chocolate derretido de modo que o processo
envolva apenas o seu abdome, deixando de fora o resto de seu corpo.
O “produto” é colocado em caixas especiais.
As
formigas permanecem vivas por alguns dias, o suficiente para ser vendidas.
Consome-se apenas a parte do chocolate. O “resto” da “iguaria”,
que é a formiga ainda se movendo, é dispensada. voltar ao topo
Jumentos
Para ilustrar ainda mais a crueldade, podemos citar outro costume
praticado no Nordeste brasileiro, onde a carne dos dóceis
jumentos é apreciada para a produção de uma
modalidade de carne-de-sol.
Só que
para tornar a carne mais macia cortam-se as patas do animal da articulação
do joelho para baixo. Eles ficam urrando de dor, correndo desesperadamente
sobre seus cotocos de pernas, esvaindo-se em sangue durante horas, até perder
definitivamente os sentidos. Dizem os criadores que isso é necessário,
caso contrário a carne permanece dura demais para ser consumida. voltar ao topo
Ursos
Na China, fazendas aprisionam ursos para a extração
da bílis para a confecção de xampus, afrodisíacos,
e acreditam eles, para dor de cabeça, ressaca, pedra nos
rins, etc., sem nenhuma comprovação científica
que ateste sua eficiência.
Os
ursos vivem em jaulas durante toda a sua vida. Suas jaulas parecem
caixões e é tão pequena que mal podem se mexer.
São mantidos presos,
deitados horizontalmente sobre sua própria urina e fezes, queimando-lhes
o couro. Com a pata puxam o pequeno vão da jaula. Para saciara a sede,
os pobres ursos têm que esticar a língua para lamber as barras
da jaula. Têm dores alucinantes de ficarem aproximadamente 15 anos na
mesma posição, deformando-lhes os ossos.
Para obterem a bílis, promovem o mais terrível comércio.
Durante a extração do líquido plantam um tubo na vesícula,
a outra extremidade fica para fora da barriga do urso onde um equipamento de
metal suga a bílis. As dores do urso ultrapassam todos os limites imagináveis.
Ele urra de dor, mutila-se, procura suicidar-se. Eles o prendem com colete
de metal, colocam-no na jaula com barras de pressão e o dopam. voltar ao topo
Objetos de consumo
Muitos objetos de consumo exigem crueldade com animais, como roupas,
tênis, sapatos, bolsas e demais acessórios de couro,
peças de marfim, casacos de pele, perfumes feitos com almíscar,
travesseiros e petecas de penas, bolas esportivas de couro, fantasias
de carnaval (penas de avestruz, pavão, etc.).
Couro
A opinião pública condena o uso de peles de animais,
por ser considerado símbolo de vaidade cruel, mas o couro nem
sempre recebe tal condenação.
As pessoas dão a desculpa de que o animal já morreu
para o consumo de sua carne, então não importa que se
use a pele que restou para fazer um par de sapatos ou uma jaqueta.
Na verdade ao fazer isso, as pessoas estarão apoiando a indústria
da carne que é baseada no sofrimento animal.
Lã
Para se obter lã, a ovelha é submetida a um processo violento,
muitas vezes fica com cortes e machucados. As ovelhas criadas em países
quentes freqüentemente morrem de exaustão e desidratação
devido ao calor. Ainda jovens, são abatidas, quando sua lã perde
a qualidade. Seda
Para se obter seda, o bichinho que a produz é fervido vivo para
se separar o fio.
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Abelhas
"As
abelhas são manipuladas para gerar vários produtos de
uso humano: mel, própolis, pólén, geléia
real e até ferrão. Elas são insetos inteligentes,
descritos como tendo uma das mais complexas formas de comunicação,
perdendo apenas para os seres humanos.
Por
serem vistas voando livres, elas são consideradas isentas das
crueldades comuns na indústria agrícola. No entanto,
as abelhas são tratadas exatamente da mesma forma que qualquer
outro animal de fazenda. Elas passam por uma rotina de exames e manejos,
regimes alimentares artificiais, drogas e tratamentos por pesticidas,
manipulação genética, inseminação
artificial, transporte (por ar, trilhos ou estradas) e morte.
Rainha
por um ano, talvez dois
As abelhas rainhas são inseminadas artificialmente com esperma
obtido de abelhas decapitadas. As rainhas são mortas sistematicamente
a cada dois anos, porém, depois de certo período de
tempo a sua capacidade de reprodução entra em declínio
e toda a sua colméia se torna improdutiva e antieconômica.
Em Israel, elas são mortas e substituídas todos os anos.
Abelhas
esmagadas
Quando os apicultores manipulam os favos, muitas abelhas são
esmagadas e mortas. Uma baforada de fumaça é lançada
nas colméias para acalmar as abelhas e facilitar o manuseio.
Instrumentos especiais que violam o espaço das abelhas são
introduzidos nas colméias para coletar seus produtos quando
elas entram nas colméias. As abelhas são separadas de
suas colméias através de vigorosas sacudidas ou por
jatos fortes de ar. Elas podem ter suas asas e pernas arrancadas.
Cortar
as asas das abelhas rainhas previne os enxames, que são a maneira
natural de reprodução, alimento e sobrevivência
das espécies. Entretanto, os apicultores estão constantemente
tentando prevenir este fenômeno natural e usam formas artificiais,
como cortar suas asas, para manter as colônias sob controle.
Alimentação
artificial
Os apicultores alimentam as colônias com pólen artificial
e calda de açúcar branco para substituir o mel que foi
removido. Se essas práticas são mantidas por um longo
período de tempo, há uma diminuição da
produtividade e tempo de vida. As colônias alimentadas com sua
comida natural – mel e pólen – resultam num grande
surgimento de abelhas mais vigorosas.
Pesticidas
Os apicultores se tornam dependentes do uso de pesticidas sintéticos
e antibióticos para combater pestes e isso leva a problemas
como riscos toxicológicos para apicultores e abelhas, além
de risco de contaminação do mel.
Abelhas
transportadas
Abelhas são compradas e vendidas no mundo todo. No transporte,
as abelhas podem sofrer de estresse, sufocação, superaquecimento
ou frio. Muitas morrem como se fossem sepultadas em suas embalagens,
que parecem caixões.
Abelhas
exóticas são transportadas para países estrangeiros
e causam problemas no ambiente natural, espalhando doenças.
Elas são consequentemente tratadas como feras e mortas com
sabão líquido e seus ninhos são destruídos
colocando-se petróleo nas colméias.
Ganhando
dinheiro
Para alimentar a economia da produção de mel na América
do Sul, nos anos 50, o governo ordenou pesquisas sobre o uso do mel
africano. Essas abelhas são as maiores produtoras de mel no
mundo. Infelizmente, elas são também extremamente agressivas.
Nenhum tipo de abelhas nativas da América do Sul tem ferrão,
mas apenas três espécies produzem mel e certamente não
em grandes quantidades. Infelizmente, as abelhas africanas produtoras
de mel escaparam e milhares de colméias de abelhas africanizadas
são agora destruídas a cada ano nos EUA, porque eles
criaram e destruíram as abelhas européias produtoras
de mel, mais dóceis, e elas picaram e mataram mais de 600 pessoas.
Polinização
Em muitos países, os serviços das abelhas são
comprados com o propósito de polinizar, resultando no transporte
das abelhas e suas colméias por centenas e milhares de milhas.
A indústria alimentícia atualmente está procurando
manejar artificialmente as abelhas que produzem mel para polinizar
plantações, porque abelhas e insetos selvagens (que
deveriam polinizar naturalmente as plantações) foram
e estão sendo destruídos pelo desenvolvimento de construções,
poluição industrial, pesticidas, práticas intensivas
em fazendas, destruição de cercas vivas. O uso de abelhas
produtoras de mel é hoje um grande negócio, especialmente
em lugares como Nova Zelândia e América. Entretanto,
mesmo no Reino Unido apicultores comerciais transportam colméias
para encontrar reservatórios de néctar, para produção
de mel e para polinização.
O
pagamento pela polinização é um componente muito
importante para o rendimento comer |