Como escapar da técnica cirúrgica em medicina?


Você pode mudar!

Você não garante um bom aprendizado, usando animais vivos. A própria USP na Medicina Veterinária não usa animais vivos nas aulas práticas, quer na graduação como na pós-graduação.

Eu sou docente da Faculdade de Medicina do ABC e a Dra. Rosane que é PG da Medicina Veterinária da USP, cuja orientadora é a Prof. Dra. Júlia Matera, desenvolveram um método de preservaçã de cadáveres, usando a solução de Larssem, que faz com que o mesmo não tenha rigidez e todas as demonstrações podem ser feitas nele, sem perda da qualidade.
Cabe a nós que nos que somos a voz dos mais fracos, lutarmos para essa mudança.

Como fazer:

1 Procure um colega ou um docente que é sensível à causa.

2 Proponha para a cadeira de Técnica Cirúrgica se dispor a conhecer esse novo método. Você pode dizer que há estudos que demonstram que o aluno aprende mais, isto é, incorpora melhor o conhecimento, pois não está vivenciando o procedimento sob estresse.

3 Diga que a própria USP já se utiliza desse método há mais de 4 anos.

4 Proponha-se a fazer contato com a Dra. Rosana e com a Dra. Júlia Matera.

5 Diga que as Universidades britânicas e alemãs não utilizam animais vivos em suas aulas.

6 Diga que existe a objeção de consciência, que você quer aprender, mas a sua consciência não lher permite compactuar desta ação. Assim você quer que haja uma outra aula que substitua essa, pois você tem o direito de aprender como os demais colegas, afinal você é a razão da Faculdade existir. Seus professores existem porque existem alunos.

7 Diga que a Faculdade de Medicina do ABC, também está mudando sua postura.

Afinal, você está fazendo uma faculdade para salvar vidas e não para aprender a banalizá-las.
Visite os sites: www.internichebrasil.org e www.pcrm.org. Você encontrará vários argumentos para mudar essa realidade.

Estou à disposição e saiba que é importante conversar com seus colegas, com certeza você não está sozinho nessa situação. O que depender de mim estarei sempre pronta para ajudar. Afinal cada um de nós é responsável pelo momento e pelo mundo que vivemos. Não podemos ser alienados ou passivos.

Odete Miranda
Professora de Propedêutica Clínica da Faculdade de Medicina do ABC
Médica Cardiologista