Perguntas Frequentes

 

Vivissecção
na Pesquisa e Testes

Traduzido
e adaptado dos sites: www.buav.org
| www.aavs.org | www.navs.org

O
que é vivissecção?

Quantos animais são usados?

Quais espécies são usadas?

Em quais tipos de experimentos os animais são
usados?

De onde vêm os animais para experimentos?

Os experimentos são cruéis?

Não temos o direito de usar animais?

A maioria dos animais é de roedores,
então qual é o problema?

Se você tivesse que escolher entre salvar
seu filho ou salvar um rato, qual você escolheria?

Os experimentos com animais não foram
responsáveis pelo avanço da medicina?

Não precisamos experimentar em animais
para garantir a segurança dos seres humanos?

Se
não testássemos em animais, teríamos que
testar em seres humanos?

Por que a maioria dos cientistas defende a
pesquisa com animais?

Quem lucra com a pesquisa com animais, além
dos cientistas?

O número de animais usados em testes
de cosméticos, produtos de higiene pessoal e de limpeza
aumentou ou diminuiu ultimamente?

O número de animais usados em pesquisa
aumentou ou diminuiu ultimamente?

O progresso da medicina não ficaria
paralisado se parássemos de usar animais?


 

O
que é vivissecção?

Literalmente,
vivissecção quer dizer “cortar vivo”,
mas este termo hoje é empregado genericamente para definir
qualquer tipo de intervenção em um animal vivo (in
vivo), como é o caso dos testes de toxicidade, que não
envolvem processos cirúrgicos. Existem diversas técnicas
de pesquisa que não utilizam animais, como culturas de
células, modelos computadorizados ou sistemas artificiais.

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Quantos
animais são usados?

Estima-se
que mais de 100 milhões de animais sofram e morram todos
os anos em experimentos de laboratório no mundo todo. Entretanto,
como muitos países fornecem estatísticas incompletas,
torna-se impossível saber o número exato. Os animais
que são criados especificamente para pesquisa e sacrificados
como “estoque excedente”, também não
são incluídos nas estatísticas. Se esses
animais fossem computados, o número de animais utilizados
subiria em muitos milhões.Tem havido um grande aumento
no número de animais – particularmente ratos e camundongos
– utilizados em experimentos de engenharia genética
e é previsto que esse número continue a aumentar
no futuro.

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Quais
espécies são usadas?

Uma
grande variedade de espécies animais são usadas
na vivissecção em todo o mundo. Ratos e camundongos
são utilizados em grande escala (90% dos experimentos)
para experimentos em laboratórios, principalmente porque
são fáceis de manipular e têm manutenção
barata, devido ao seu tamanho. Eles ocupam menos espaço
num laboratório e podem produzir entre 50 e 100 filhotes
por ano. Os coelhos albinos são os mais comumente utilizados
para testes de irritação ocular e dérmica
porque são fáceis de manusear e, como não
conseguem “chorar”, retêm as substâncias
em seus olhos durante os experimentos. Os porquinhos da Índia
são muito usados para testes de pele e testes de lotes
para diversas substâncias, como vacinas. Cães e primatas
são muito usados em testes de toxicidade, pesquisa cerebral,
pesquisa odontológica e experimentos cirúrgicos.
A raça mais comum em laboratórios é o Beagle,
escolhido porque apresenta um temperamento dócil e tamanho
facilmente controlável para procedimentos de testes. Os
primatas – babuínos, macacos, sagüis e chimpanzés
– continuam a ser utilizados aos milhares. Outros animais comumente
utilizados em pesquisa são: gatos, pássaros, peixes,
porcos, cavalos, carneiros e hamsters. Entretanto, muitas outras
espécies também são utilizadas.

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Em
quais tipos de experimentos os animais são usados?

Os
animais são utilizados em muitos diferentes tipos de experimentos,
e todos eles causam dor e sofrimento. Os animais envolvidos acabarão
morrendo, se for esse o intuito do experimento, ou serão
mortos após o experimento para exames post mortem. No laboratório,
um animal pode ser envenenado; privado de alimento, água
ou sono; pode receber produtos que irritarão seus olhos
e pele; pode ser submetido a stress psicológico; pode ser
deliberadamente infectado com alguma doença; pode ter o
cérebro danificado; pode ser paralisado; pode ser cirurgicamente
mutilado; receber radiação; ser queimado; ser exposto
a gases; ser forçado a ingerir substâncias e ser
eletrocutado. Os pesquisadores em todo o mundo usam animais para
testar e desenvolver todo tipo de produtos: limpeza doméstica,
cosméticos, aditivos alimentares, medicamentos, químicos
industriais, agrotóxicos, ração, equipamentos
médicos, tabaco e produtos que contém álcool.
Os experimentos genéticos sujeitam os animais a uma infinidade
de deformações físicas, assim como a formas
mais sutis de sofrimento. Experiências militares submetem
os animais a efeitos de gases venenosos, descompressão,
ferimentos causados por armas, queimaduras e radiação,
para avaliação de armas novas e já existentes
e técnicas cirúrgicas “em campo de batalha”.
Os animais são usados também em pesquisa motivada
por “curiosidade”. Na verdade, todos os produtos usados
e consumidos por nós todos os dias, no mundo todo, foram,
em algum momento, testados em animais.

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De
onde vêm os animais para experimentos?

Muitas
instituições de pesquisa têm seus próprios
criadouros, chamados biotérios, mas uma grande parte desses
animais provêm de empresas comerciais especializadas no
fornecimento de animais para a vivissecção. A pesquisa
industrial freqüentemente tenta justificar o tratamente dado
aos animais alegando que eles são criados para esse propósito,
como se isso significasse que eles são diferentes dos outros
animais. Os catálogos dos criadores referem-se aos animais
como “produtos”, prometendo entregas rápidas
e despacho descomplicado dos pedidos, como se esses animais, vivos
e respirando, fizessem parte dos equipamentos do laboratório.
O animal criado para laboratório tem exatamente a mesma
capacidade de sofrer, física e psiquicamente, de qualquer
animal de estimação.

Muitos primatas utilizados na vivissecção em todo
o mundo, como macacos e babuínos, são capturados
em seu habitat natural ou criados em condições horríveis
em diversos países como a Indonésia, Barbados, Filipinas,
Tanzânia e China. Eles são transportados por milhares
de quilômetros para laboratórios na Europa, Estados
Unidos e para o resto do mundo. Estes primatas passam por um stress
terrível, e muitas vezes não chegam vivos ao seu
destino.

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Os
experimentos são cruéis?

Sim,
o sofrimento faz parte da vivissecção. Além
de passarem por experimentos terríveis, os animais também
podem sofrer por terem que viver em criadouros. Tem sido notado
um aumento no número de experiências genéticas,
onde os animais já nascem deformados ou com câncer,
mesmo antes de serem submetidos a procedimentos experimentais.
O transporte e as condições artificiais e inadequadas
dos laboratórios causam enorme stress – eles sentem
medo, tédio, depressão e tormentos psicológicos
e seu sofrimento é imensurável.

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Não
temos o direito de usar animais?

Simplesmente
porque temos o poder de usar e abusar dos animais, não
significa que temos o direito de fazer isso. Um argumento comumente
usado pelos pró-vivisseccionistas para justificar os experimentos
em animais é que o ser humano é “superior”
aos outros animais. Assim como outras formas de preconceito, como
o racismo, o argumento especista prega que, por nos considerarmos
superiores, os direitos, o sofrimento ou a morte daqueles que
consideramos inferiores (neste caso, criaturas senscientes) são,
de algum modo, menos importantes ou menos válidos do que
os do ser humano.

Como seres humanos, temos a habilidade singular de entender que
outros animais podem sofrer com o resultado de nossas ações,
e podemos mudar nosso comportamento de modo a não causar
sofrimento. Como indivíduos, temos o livre arbítrio
para lutar pelo tipo de sociedade que queremos. Precisamos decidir
se queremos uma sociedade egoísta, onde a opressão
para com aqueles que não podem se defender é julgada
aceitável, ou se desejamos uma sociedade onde a aparente
“superioridade” humana se manifeste na forma de responsabilidade
para com os demais.

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A
maioria dos animais é de roedores, então qual é
o problema?

Sim,
a maioria dos animais utilizados é composta por roedores,
principalmente ratos e camundongos, mas esses animais são
muito sensíveis ao sofrimento. A dor que eles sentem é
tão importante quanto a de qualquer outro ser. Ratos e
camundongos passam por torturas e tratamento terríveis,
sendo usados para testes de toxicidade (envenenamento) e são
mortos com o pescoço quebrado, com a cabeça decepada
ou em câmaras de gás, em grande número. Centenas
de milhares dessas pequenas criaturas também são
mortas como “excedente”, e um grande número
de roedores é utilizado na engenharia genética,
onde são fisicamente deformados ou são criados com
doenças debilitantes, como o câncer. Os pesquisadores
que usam animais enfatizam o número de roedores utilizado
porque pensam que a maioria das pessoas não se importa
com o sofrimento desses pequenos e altamente sensíveis
animais. Mas pesquisas realizadas na Inglaterra, em 2003, conduzidas
pela BUAV (British Union for the Abolotion of Vivisection) já
demonstraram que 81% das pessoas acham que não deveria
ser permitido submeter roedores a experimentos que provoquem dor,
sofrimento, aflição ou qualquer outro tipo de dano.

Ao enfatizar o grande número de roedores, os pesquisadores
também estão tentando desviar a atenção
das outras espécies também usadas em grande número
na experimentação animal.

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Se
você tivesse que escolher entre salvar seu filho ou salvar
um rato, qual você escolheria?

Este
tipo de pergunta é baseado no velho e batido clichê,
que envolve uma interpretação errada do que realmente
é a vivissecção. Confrontados com esse dilema
irreal, a grande maioria das pessoas escolherá salvar a
vida do filho, é claro. Quem faz este tipo de pergunta
espera que a resposta revele uma fraqueza na defesa do anti-vivisseccionismo,
uma admissão de que, no fundo, as pessoas são mais
importantes que os animais. E esse clichê é falho
em todos os níveis.

Em primeiro lugar, não existe co-relação
realista entre a natureza irrealista que essa pergunta pressupõe
e a realidade da vivissecção. A vivissecção
nunca nos leva a ter que escolher diretamente entre salvar um
rato ou uma criança. Em vez disso, ela, deliberadamente,
causa sofrimento a milhões de animais, motivada pela vaga
esperança de que esse imenso sofrimento coletivo possa,
de alguma forma, levar a algum tipo de compreensão sobre
os processos de alguma doença. Entretanto, até essa
premissa básica está fundamentalmente equivocada,
porque ela é baseada na suposição de que
extrapolar os resultados de testes de animais biologicamente e
psicologicamente diferentes seja um método sólido,
confiável e verossímel de adquirir conhecimento
científico.

Em segundo lugar, mesmo se esquecêssemos nossa descrença
e, por um momento, imaginássemos que essa escolha poderia
acontecer, o que prova essa pergunta? A maioria das pessoas escolheria
a vida do próprio filho e não a do rato, mas isso
somente prova que nós amamos nossos próprios filhos.
Se você tivesse que escolher entre a vida de seu filho e
a vida do filho de outra pessoa, quem você escolheria? Mais
uma vez, a resposta sincera seria a favor do próprio filho,
e mais uma vez estaríamos provando que amamos nossos filhos,
e somente isso.

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Os
experimentos com animais não foram responsáveis
pelo avanço da medicina?

Apesar
de esta teoria ser virtualmente impossível de ser provada,
ela é comumente apresentada como uma verdade indiscutível
por aqueles que desejam perpetuar a pesquisa animal. Não
se pode negar que a experimentação animal foi parte
integrante da pesquisa científica e médica no passado.
O que pode ser discutido é se a experimentação
animal desempenhou um papel vital, ou mesmo um papel positivo
na pesquisa científica. A vivissecção acontece
somente em uma das muitas fases de pesquisa e desenvolvimento
de uma droga antes de ela ser comercializada, e não se
pode dizer que uma droga foi desenvolvida por causa da vivissecção.
Na verdade, nem se pode afirmar que essa droga não teria
sido desenvolvida sem a utilização de nenhum animal.

Existem inúmeros exemplos de onde a experimentação
animal definitivamente atrasou o progresso da medicina. Recentemente,
um artigo publicado na revista New Scientist (26 de fevereiro
de 2004) explicava como a pesquisa da Esclerose Múltipla
(EM), baseada em modelos animais que levaram a conclusões
errôneas, atrasou em muitos anos a pesquisa dessa doença.

Também é importante lembrar que as maiores causas
de mortes no século 19 eram doenças como a tuberculose,
a difteria e a cólera, as mesmas doenças que, ainda
hoje, continuam a ser a maior causa de mortes dos países
em desenvolvimento. Nos países em desenvolvimento, centenas
de milhares de pessoas morrem prematuramente, não porque
haja falta de animais para pesquisa, mas porque não têm
comida, água limpa ou abrigo. No mundo desenvolvido, no
meio do século 20, antes da introdução massiva
das drogas modernas, vacinas e antobióticos, essas doenças
já haviam desaparecido e a expectativa de vida já
havia aumentado vertiginosamente. Esses grandes avanços
no cuidado da saúde humana não advieram da experimentação
animal, mas da melhoria na nutrição, moradia e saneamento.

Hoje, em nossa sociedade, as doenças cardíacas e
o câncer são os maiores assassinos, e a incidência
da AIDS continua a crescer, apesar do grande aumento da pesquisa
em animais no mundo todo. A pesquisa baseada em animais não
está conseguindo encontrar as respostas para as doenças
humanas.

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Não
precisamos experimentar em animais para garantir a segurança
dos seres humanos?

Os
experimentos em animais nos ensinam fatos sobre os animais, não
sobre os seres humanos. Os resultados de estudos em animais nunca
garantem a segurança ou a eficácia de medicamentos
humanos ou outros produtos devido às fundamentais diferenças
biológicas, anatômicas e bioquímicas entre
as espécies. Espécies diferentes podem dar respostas
completamente contraditórias para uma determinada gama
de substâncias, e somente quando uma substância passa
pelos testes clínicos é que saberemos se ela é
segura para ser usada. Pode haver diferenças enormes na
resposta da mesma droga com seres humanos e com animais. A aspirina,
por exemplo, é usada de modo relativamente seguro como
analgésico para humanos, mas pode ser fatal para gatos;
A penicilina é um antibiótico amplamante utilizado
por humanos, mas pode matar porquinhos da Índia; O arsênico
é um poderoso veneno para humanos, mas não apresenta
a mesma ameaça para ratos, camundongos e ovelhas; a insulina,
uma droga segura para as pessoas com diabetes, pode produzir deformações
em camundongos, coelhos e galinhas.

O perigo de se confiar em estudos com animais pode ser ilustrado
pela longa lista de drogas testadas em animais que são
retiradas das prateleiras ou têm seu uso restringido após
causar efeitos inesperados em pacientes humanos. Em abril de 2000,
um estudo publicado nos Estados Unidos pelo grupo Public Citizen
constatou que aproximadamente 100.000 americanos morrem todos
os anos devido a reações inesperadas causadas por
medicamentos.

Todos queremos ver a medicina progredir verdadeiramente e curar
as doenças humanas, mas estes avanços dependem do
desenvolvimento de pesquisas modernas e biologicamente relevantes,
que não envolvam animais. Vale a pena lembrar que existem
empresas que desenvolvem e testam medicamentos sem utilizar animais.
A empresa inglesa Pharmagene Laboratories usa somente dados humanos,
tecidos e computadores e produz medicamentos seguros.

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Se
não testássemos em animais, teríamos que
testar em seres humanos?

Não, de modo algum. Não temos que escolher
entre testar em animais ou testar em pessoas. Os anti-vivisseccionistas
não querem essa solução. Um dos problemas
fundamentais na utilização de animais para experimentos
é a dificuldade de extrapolar os resultados de uma espécie
para outra. O objetivo da substituição de animais
é encontrar métodos que sejam biologicamente mais
relevantes. Mas isso certamente não envolve experimentos
invasivos em seres humanos.

Existe
uma grande variedade de técnicas sofisticadas e modernas
que não utilizam animais, como simulações
computadorizadas, culturas de células, órgãos
e tecidos, sistemas artificiais complexos, epidemiologia, técnicas
de imagem como QSARs e mapeamento cerebral que empregam material
biológico humano ou dados para que os resultados sejam
aplicados diretamente à uma situação com
um ser humano. Estas técnicas são mais humanitárias,
mais rápidas e baratas, oferecendo resultados mais confiáveis
e relevantes.

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Por
que a maioria dos cientistas defende a pesquisa com animais?

Quando questionados em particular, muitos cientistas
duvidam do valor da pesquisa em animais, mas, publicamente a maioria
decide assumir uma posição conservadora, por diversas
razões. A mais forte delas é que eles não
desejam ver sua segurança financeira e sua carreira ameaçadas.
A garantia e o prestígio de um cientista dependem diretamente
do número de artigos científicos que ele publica.
Os experimentos com animais produzem resultados mais rápidos
e dão menos trabalho do que os estudos realizados com humanos
porque os animais se reproduzem mais rápido, produzindo
novas gerações em tempo muito mais curto do que
os humanos. Desse modo, um pesquisador que utiliza animais consegue
realizar mais estudos e publicar mais artigos do que um pesquisador
que utiliza humanos. O caminho mais fácil é pegar
um conceito que já está estabelecido e alterá-lo
um pouquinho introduzindo outra variável (que pode ser
um animal diferente ou uma dosagem diferente), assim justificando
mais um estudo.

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Quem
lucra com a pesquisa com animais, além dos cientistas?


A pesquisa com animais é um negócio que envolve
somas vultuosas, na casa dos bilhões de dólares.
As instituições lucram porque recebem financiamentos
para pesquisa com animais dos órgãos de saúde.
Os criadores de animais também lucram muito com a pesquisa.
Nos Estados Unidos, somente em 1999, a venda de camundongos atingiu
a casa dos US$ 200 milhões. Fornecedores de gaiolas e equipamentos
relacionados à experimentação com modelos
animais também lucram com isso. As empresas farmacêuticas
também alimentam a indústria da pesquisa com animais
conduzindo estudos que servirão de base para os testes
clínicos (baseados em humanos) e, ao mesmo tempo, se protegem
de ações legais contra elas, caso um medicamento
tenha um efeito colateral sério. Estes gigantes corporativos
utilizam os estudos com animais como uma segurança legal,
alegando que fizeram tudo o que a lei exige – testar a segurança
do medicamento em animais – e, por conseguinte, não
são responsáveis pelo efeito em seres humanos. Até
mesmo a mídia se aproveita da pesquisa animal, utilizando
os resultados dos testes para anunciar “milagres da medicina”,
que ajudam a vender mais jornais e aumentar a audiência
das TVs. Os periódicos profissionais vivem de artigos baseados
na pesquisa com animais.

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O
número de animais usados em testes de cosméticos,
produtos de higiene pessoal e de limpeza aumentou ou diminuiu
ultimamente?

A pesquisa animal continua a ser utilizada em cosméticos
e outros produtos, mas inúmeras empresas já fizeram
progresso reduzindo ou mesmo eliminando os testes em animais.
Este progresso se deve, em grande parte, à pressão
do público e de organizações que defendem
os direitos dos animais, principalmente na Europa e Estados Unidos.
Como resultado, hoje o

número de animais utilizados no desenvolvimento de produtos
teve uma queda. Entretanto, o número de animais ainda é
muito grande. No Brasil, a legislação ainda prevê
testes em animais para diversos produtos.

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O
número de animais usados em pesquisa aumentou ou diminuiu
ultimamente?

O número absoluto de animais diminuiu. Entretanto,
o número de animais utilizados para engenharia genética
e clonagem está aumentando.

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O
progresso da medicina não ficaria paralisado se parássemos
de usar animais?

Na verdade, a experimentação animal mais
atrapalhou do que ajudou os seres humanos e o progresso da ciência
biomédica. Como a pesquisa com animais freqüentemente
fornece resultados errôneos ou duvidosos, ela desperdiça
tempo valioso, quase sempre atrasando tratamentos que poderiam
salvar vidas, enquanto coloca no mercado medicamentos que são
potencialmente perigosos. Alguns dos maiores avanços da
medicina ocorreram sem o uso de animais. Raios X, MRIs, CT scans.
Com avanços incríveis na tecnologia, hoje vemos
técnicas ainda mais modernas sendo pesquisadas. Se o dinheiro
que hoje é investido na pesquisa animal fosse dirigido
para modalidades de pesquisa sem animais, que provaram ser muito
mais eficazes, e para as tecnologias que estão surgindo
e têm o potencial para mudar a medicina como ela hoje é,
avançaríamos muito mais depressa.

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