Entretenimento

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Zoológicos

Origem

A história dos zoológicos não é uma história feliz para os animais. Os primeiros zoológicos pouco mais eram do que espetáculos de aberrações. Alguns chegaram a incluir aberrações humanas nas jaulas junto com os animais selvagens.

Se os animais eram tão infelizes, por que os primeiros zoológicos foram tão populares? A resposta está no terrível isolamento da vida selvagem criado com o aparecimento das grandes cidades, principalmente após a revolução industrial.

Por que nunca visitar um zoológico?

Os zoológicos são prisões onde vivem encarcerados milhares de animais ao desfrute daqueles que vão visitá-los. Nessas prisões, com a ilusão de serem livres, há todos os tipos de animais expostos como se fossem obras de arte em um museu. Uma visita a qualquer zoológico é suficiente para darmos conta de que a liberdade não existe. As jaulas, gaiolas e outros espaços mais ou menos reduzidos são as “casas” onde são obrigados a viver presos muitos animais, longe de seu habitat natural e muito longe de conhecerem uma vida satisfatória.  Animais como leões, tigres, cervos, elefantes, etc, que normalmente percorrem longas distâncias em um curto período de tempo procurando por comida e que necessitam do contato direto com outros animais como eles, passam os dias entediados e sozinhos ou com não mais do que um companheiro de sua espécie. Suas ações “habituais” são reguladas nos zoos e eliminadas com regimes de alimentação e acasalamento.

O dia a dia nos zoos é monótono e repetitivo. Na maioria dos casos não existe nenhum tipo de privacidade nem estímulo e, por isso – como ocorreria conosco – os animais têm um grande sofrimento físico e emocional. Esse padecimento devido à falta de liberdade é algo tão evidente que em todos os zoos, se você observar com um pouco mais de atenção, vai perceber animais com transtornos psicológicos devido ao estresse e a ansiedade que viver enjaulados causa neles. Muitos animais manifestam comportamentos estereotipados, ou seja, repetem monotonamente o mesmo padrão de comportamento e/ou movimentos.

Se você é uma pessoa interessada em aprender a respeito dos animais (não podemos esquecer que os humanos também são animais) há muitas coisas que você pode fazer para conhecê-los e inclusive para ajudá-los. Em primeiro lugar, não vá ao zoológico nem a lugares onde os animais são expostos e privados de liberdade. Circos, aquários, golfinários, etc, são todas diferentes caras da mesma moeda: a exploração animal. Você pode aprender muito sobre os animais visitando páginas na internet, com documentários de vídeo, em livros e enciclopédias, etc. Mas, talvez, o melhor para isso é que aprendamos a respeitá-los e a reconhecer que, mesmo que sejamos muito diferentes em algumas coisas, no fundo (a capacidade para sofrer e desfrutar de nossas vidas) somos iguais. Você também pode ajudar os animais fazendo com que outras pessoas também deixem de visitar esses tipos de locais, falando com seus amigos e familiares sobre o porquê não devem visitar os zoos, distribuindo folhetos ou outras informações sobre especismo, ajudando ONGs a conquistar seus objetivos em prol dos animais, etc. Há muitas formas de ajudar os animais e de fazer que nenhum deles acabe sua vida em um zoo.

Fonte: Igualdad Animal

Bichos na Tela

Antes do advento do cinema e da televisão, os habitantes das cidades raramente viam qualquer tipo de animal selvagem. Para eles, uma visita ao zoológico devia ser algo de fantástico. Os animais que viam ali agiam como embaixadores infelizes de suas raças, lembrando essa população alienada que criaturas maravilhosas existiam em algum lugar do mundo.

Após a invenção da televisão em cores, no final da década de 60, muitos filmes magníficos sobre história natural foram feitos e mostrados em todo o mundo. Toda uma geração cresceu com a consciência de como eram na realidade os animais selvagens em suas moradas naturais.

Etologia

Ao mesmo tempo, o estudo da etologia – a disciplina científica que dá enfoque naturalista
à análise do comportamento animal – estava fazendo grandes progressos. Trabalhando em conjunto, etologistas e cineastas produziram estudos sempre mais penetrantes da vida dos animais selvagens. Tais estudos não deixaram dúvidas sobre as imperfeições das maneiras anteriores de se observar essas criaturas fascinantes
Não é coincidência o fato de que, desde o final
da década de 60, os zoológicos de todo o mundo começaram a decair. Em recente pesquisa, 81% dos participantes votaram contra a manutenção de animais em zoológicos.

Exploração

O homem explora a beleza, a peculiaridade e os aspectos curiosos dos animais, confinando-os em zoológicos. Os belos espécimes e as feras são aprisionadas em jaulas e em ambientes exíguos para o deleite das pessoas. Se observarmos bem, os animais dos zôos são tristes e deprimidos.

Essa sensação, queiramos ou não, está sempre presente nas visitas aos “jardins” zoológicos
(que de jardins não têm quase nada…).

As crianças – bem mais sensíveis – em geral sentem pena dos animais e não gostam verdadeiramente da “visita”. É só conferir com os mais pequeninos.

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Bichos na Jaula

Afastados dos seus ambientes naturais, os bichos não entendem por que estão presos. Vale a pena perguntar: que crime cometeram para estar ali, entre as grades? Talvez esse sentimento de injustiça explique o comportamento dos macacos, que costumam atirar fezes nos visitantes.

Pássaros

O mesmo raciocínio sobre os zoológicos serve para os criadores de pássaros em gaiolas e viveiros. Os aficcionados desse estranho hobby garantem amar os passarinhos. Só não entendemos que tipo de amor é esse que aprisiona os seres amados e os submetem a uma vida extremamente sofrida, tolhendo completamente o seu direito à liberdade. Dizem que os pássaros não “cantam” verdadeiramente, mas “choram”. Esses “criadores”, todos eles sem exceção, olham com orgulho para as gaiolas e imaginam que aquele pequeno ser, que vive dentro daquela pequena prisão , está feliz. Não está! Se esses criadores pudessem entender que não é possível aprisionar a beleza, a arte ou o canto…Quando se tenta fazer isso, o resultado é justamente o contrário, ou seja, a feiúra a tristeza e o choro. A prisão não pode ser companheira da beleza.

Fonte: “O contrato Animal”, Desmond Morris, editora Record.
Adaptação de “Alimentação para um novo mundo”, Dr. Márcio Bontempo, Editora Record

Circos

Nós esperamos ir ao circo e ver o perfeito entrosamento do homem com as outras espécies de animais, em uma demonstração de parceria e respeito. Entretanto, porque esses animais, alguns gigantes ferozes, obedecem ao domador?

O que acontece com os animais nos bastidores supera qualquer má expectativa. Seu treinamento inclui dor, humilhação, fome e sede. O domínio desses animais selvagens é feito através da dor.

Os animais de circo trabalham por medo!!

Os animais não humanos são nobres e dignos de respeito, falam outra linguagem por serem de tribos diferentes da nossa.
Eles não fazem guerra, não matam por ódio e
não assaltam por ganância.
Eles apenas querem viver pacificamente, sem fome, sem cativeiro, sem sofrimento e principalmente sem a exploração pelos
animais humanos.
Outro lado sombrio dos circos é o que temos acompanhado nos noticiários, o ataque de animais que escapam de sua jaula. O que se pode esperar de um animal maltratado e muitas vezes privado de alimento? Quando isso acontece os animais são sempre sacrificados

“Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas?
Surre-o, eis como”
Depoimento de Saul Kitchener, diretor do San Francisco Zoological Gardens.

Elefantes no seu habitat

Elefantes são animais altamente sociáveis e inteligentes. Comunicam-se e vivem em integração com suas famílias em grandes manadas. Na selva, os elefantes andam aproximadamente de 30 a 37 km por dia coletando comida e água. A atividade diária favorita dos elefantes é brincar na água e na lama. São conhecidos por ajudar seus companheiros em perigo. Os mais jovens, freqüentemente viajam ao lado dos mais velhos, que os guiam ao longo do caminho. Se um elefante está velho ou doente, a manada formará um círculo em volta dele para protege-lo. Os laços familiares entre mãe e filha são por toda a sua existência. Esses animais ficam de luto por seus mortos.

Como eles souberam?

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Lawrence Anthony, uma lenda viva na África do Sul, autor de 3 livros, entre eles o best-seller O Encantador de Elefantes,  valentemente resgatou inúmeros animais selvagens e reabilitou elefantes por todo o planeta, após serem vitimados por atrocidades humanas, entre elas o corajoso resgate dos animais do Zoológico de Bagdá, durante a invasão dos Estados Unidos, em 2003.

No dia 7 de março de 2012, Lawrence Anthony faleceu, mas é sempre lembrado por sua esposa, dois filhos, dois netos e numerosos elefantes. Dois dias após seu falecimento, elefantes selvagens apareceram em sua casa, guiados por duas grandes matriarcas. Outras manadas  selvagens apareceram em bandos, para dizer adeus a seu amado amigo.

31 elefantes haviam caminhado pacientemente, por mais de 12 milhas, para chegar à sua residência sul-africana. Como eles souberam?

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Ao testemunhar este espetáculo, as pessoas obviamente ficaram abismadas, não só pela inteligência e ‘timing’ perfeito que os elefantes demonstraram, pressentindo o falecimento de Lawrence, mas também pela profunda emoção que os amados animais causaram, agindo de forma tão organizada, marchando por dois dias, numa fila solene, desde seu ‘habitat’ até a casa de Lawrence.

Sentindo que haviam perdido um amado amigo humano, moveram-se numa solene procissão fúnebre, para visitar a família enlutada na residência do falecido. Mas, como elefantes da reserva, pastando a milhas de distância, em partes diversas do parque, poderiam saber da morte de Anthony?

A esposa de Lawrence, Françoise, estava particularmente comovida. Havia mais de três anos que os elefantes não visitavam a sua casa! “Se alguma vez houve  ocasião em que pudemos realmente sentir a maravilhosa intercomunicação entre todos os seres, foi quando pensamos sobre os elefantes de Thula Thula. O coração de um homem para de bater e os corações de centenas de elefantes se entristecem. O coração tão generoso e dedicado deste homem ofereceu a cura a esses elefantes, e agora eles vêm prestar carinhosa homenagem a seu amigo”.

Os elefantes permaneceram por dois dias inteiros homenageando o amigo, sem comer absolutamente nada. Na manhã seguinte, partiram para a longa viajem de volta.

Elefantes em cativeiro

Quando capturados, passam por meses de tortura. São amarrados em jaulas onde não podem se mexer, sentados para que seu peso comprima os órgãos internos e cause dor.
Levam surras diárias, ficam sobre seus próprios excrementos, até que “seu espírito seja quebrado” e passem a obedecer. Nos circos, os elefantes permanecem acorrentados o tempo inteiro.

Mexer constantemente a cabeça é uma das características da neurose de cativeiro.
Os elefantes ficam acorrentados em estacionamentos sujos, freqüentemente expostos ao sol em altas temperaturas, são forçados a aprenderem coisas antinaturais para a sua espécie, sob ameaça de punição. Apanham com cabos de machados e paus com gancho, são freqüentemente cutucados nas trompas e pernas traseiras com instrumentos pontiagudos.

Golfinhos em Cativeiro

Imagine que você é um jovem golfinho. O oceano é seu playground e você nada até 40 milhas por dia, atrás de peixes e brincando com seus amigos. Agora imagine que você é violentamente arrancado de sua casa e vendido a um parque marinho onde tem que saltar através de arcos e interagir com o público pagante para receber comida. Entre os shows você é forçado a esperar num tanque de tamanho suficiente para te conter. Se quisesse nadar 40 milhas teria que circular o tanque 3.500 vezes.

Infelizmente, esta é a vida de centenas de golfinhos mantidos em cativeiro para entreter seres humanos em todo o mundo. Infelizmente, o “sorriso” do golfinho é sua perdição. Só porque ele “parece feliz” não significa que esteja feliz. De fato isto não poderia ser mais falso. Eis aqui porque:

Na natureza, os golfinhos usam seu instinto natural para conseguir seu alimento. Seus corpos são feitos para a velocidade e pegar peixes é divertido. Tudo o que podem esperar no cativeiro é ganhar alguns peixes mortos depois que fazem acrobacias. A única razão pela qual fazem acrobacias é por estarem com fome.

Na natureza, os golfinhos utilizam seu sonar sofisticado para explorar seu ambiente e
se comunicar com outros golfinhos. No cativeiro eles são mantidos em pequenos tanques de concreto, ou gaiolas no mar, muitas vezes em isolamento e água suja. Num tanque, seu sonar se torna seu inimigo, ecoando das paredes de volta para eles. Seu único contato é com o treinador e os clientes que pagam para ver sua performance ou montar neles. Pode ser a realização de um sonho de algumas pessoas passar algum tempo na água com golfinhos, mas quando retornam para casa, se sentindo felizes e realizados após sua experiência, devem saber que os golfinhos voltam para seu tanque ou gaiola – sozinhos.

Na natureza, os golfinhos vivem em pequenos grupos. Eles são altamente sociáveis e os jovens continuam perto de suas mães por muitos anos. Quando são violentamente arrancados dos oceanos, eles são separados para sempre de seus grupos. Os criados em cativeiro nunca terão a chance de formar um laço duradouro com sua mãe.

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Na natureza, um golfinho protege sua pele sensível do sol quente mergulhando em água profunda. De fato, golfinhos silvestres passam cerca de 80% do tempo sob a superfície.

Golfinhos de cativeiro, por outro lado, só podem nadar uns poucos metros antes que uma parede o pare e não podem mergulhar tão profundo quanto normalmente o fariam. Nos dolfinários não há sombra do sol quente e muitos golfinhos formam bolhas na pele. A maioria dos golfinhos de cativeiro são mantidos em água marinha artificial, clorada, que pode queimar seus olhos.

A coisa mais importante que se pode fazer é não comprar entradas para um show de parque aquático ou programas de “nadar com golfinhos” – e falar para outras pessoas não o fazerem também.

Por Elizabeth Mac Gregor.

Fonte: Elizabeth Mac Gregor, WSPA -World Society for the Protection of Animals wspabrzl@us.com.br
Animals International nº 65, de junho de 2002

Tourada…Um Ritual Macabro

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Dias antes do espetáculo, são colocados pesos sobre as costas do touro, que lhe causam muitas dores. Um dia antes o animal é posto num recinto escuro, sem água ou alimento. Dão-lhe laxantes, provocando diarréias que o desidratam. As pontas dos chifres são cerradas, tornando-se sensíveis e dolorosas a qualquer toque. Seus olhos são besuntados com vaselina, o que dificulta a visão.

Quando a porteira se abre e ele entra na arena cheia de claridade, está fraco, debilitado, dolorido e sem enxergar direito. As roupas coloridas e cheias de lantejoulas dos toureiros ainda mais confundem sua visão.

Montados a cavalo, os “picadores” iniciam a tortura. Lanças são espetadas em suas costas, perfurando – as até o pulmão. Lanças menores, com pontas em forma de anzol para que não se soltem, continuam a ser fincadas em seu dorso, dilacerando mais e mais os pulmões. Os pulmões se enchem de secreção e sangue e o touro começa a não conseguir respirar. Golfadas de sangue passam a sair pelo nariz e pela boca. Alguns cavalos (que têm os olhos vendados, os ouvidos tapados e as cordas vocais cortadas) muitas vezes são atingidos e têm as barrigas rasgadas, caindo ao chão com as vísceras caindo para fora.

Quando o touro já não mais se agüenta de pé, chega o “heróico” matador, para o golpe final.

Uma espada é fincada em sua nuca para secionar a medula. O touro cai e não consegue se mover, mas ainda está vivo e sente. O matador tenta apunhalá-lo no coração, mas nem sempre acerta da primeira vez. Várias punhaladas são necessárias. Finalmente, o touro está morto. A tortura terminou.

O “heróico” matador corta-lhe as orelhas e a língua e as exibe, triunfante, para uma platéia que aplaude, ensandecida.

Como pode essa barbárie ser chamada de “arte”, “cultura” ou “divertimento”?

Fonte: Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal – foranima@terra.com.br
matplisboa@hotmail.com (Organização Portuquesa de Bem-Estar Animal)

Farra do Boi

Apesar dos esforços das entidades de Bem Estar Animal nacionais e internacionais, a “farra” do Boi continua sendo praticada em Santa Catarina, estado do Sul do Brasil

Crueldade em família

A Farra do Boi ocorre com mais freqüência na época da Páscoa, em Santa Catarina, culminando na Sexta-feira Santa. Algumas comunidades celebram casamentos, aniversários, jogos de futebol e outras ocasiões especiais promovendo a Farra do Boi. Proeminentes empresários, criadores de gado, cidadãos, proprietários de restaurantes, donos de hotéis e políticos são os que doam os bois para a “festa”.

Torturas

Por esta bárbara prática, bois, vacas, bezerros e outros animais são submetidos a toda sorte de torturas, que se iniciam com o jejum em confinamento para enfraquecê-los.
Para aumentar o desespero do animal, comida e água são colocados onde ele possa ver , mas não alcançar.

A farra começa quando o boi é solto e perseguido pelas ruas por homens, mulheres e crianças, enlouquecidos e em sua maioria embriagados, munidos de paus, facas, lanças de bambu, cordas, chicotes, pedras, espetos e, que atinge o auge, quando o animal exausto, tomba. Muitas vezes o boi, no desespero de fugir, corre em direção ao mar e acaba se afogando.

Fontes da WSPA-Brasil (World Society for Protection of Animals) afirmam ter visto o gado sendo torturado de diversas maneiras: animais banhados em gasolina e depois incendiados, pimenta jogada em seus olhos que geralmente, são arrancados.

Participantes quebram os cornos e patas do animal e cortam seus rabos. Os bois podem ser esfaqueados e espancados, mas há um certo “cuidado” para que o animal permaneça vivo até o final da “brincadeira”. Essa tortura pode continuar por três dias ou mais. Finalmente o boi é morto e a carne é dividida entre os participantes.

Alguns dizem que é um ritual simbólico, uma encenação da Paixão de Cristo, em que o boi representaria Judas; outros acreditam que o animal representa satanás e, torturando o Diabo, estariam se livrando dos pecados. Mas hoje em dia a Farra do Boi não tem nenhuma conotação religiosa.

Depredações

Paralelamente, tem-se notícia de que outras ocorrências danosas têm havido, em consequência dessa insanidade, tais como: lesões corporais, invasão de domicílio, depredações várias, destruição de porção da Mata Atlântica por incêndio, acidentes e mortes.

Exemplo? Analisando os vários aspectos dessa prática, as entidades de Bem Estar Animal
constataram que, via de regra, o animal é doado por político em busca de votos… e quem não doa não é votado…! Odioso processo, que joga com a fome e a violência do povo!

Em resumo, a “Farra do Boi” é um grave problema enfrentado pela Proteção Animal, é prática de crueldade inominável e foge ao controle dos protecionistas, uma vez que o próprio Governo de Santa Catarina trata o assunto como “tradição” e “cultura” popular, o que ao nosso ver é mais uma Vergonha Nacional.

O que fazer

Se você tomou conhecimento de que está sendo ou será realizado uma farra do boi em sua cidade ou próximo à sua residência, veja o que você pode fazer:

1. Não participe desta barbárie;
2. Conscientize as pessoas a não participarem;
3. Denuncie, chame a polícia e faça um TC (cite o Art. 32 da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98);
4. Fotografe e/ou filme os animais e as pessoas antes, durante e depois da farra – provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.

Se você mora em Santa Catarina:
1. Em Santa Catarina a farra do boi é proibida (Recurso Extraordinário número 153.531-8/SC; RT 753/101). Denuncie para o Disque-Denúncia (0800-481717)
2. Escreva para as autoridades uma mensagem de repúdio à Farra do Boi em Santa Catarina. Se for o caso, informe ainda que deixará de viajar para o Estado por reconhecer que a Farra do Boi não está sendo combatida com rigor.

Jornal “A Notícia”: opiniaoanc@an.com.br
Diário Catarinense: diariodoleitor@dc.com.br
Prefeitura de Florianópolis: www.pmf.sc.gov.br/anexos/contato.htm
Secretaria de Turismo de Florianópolis: www.pmf.sc.gov.br/turismo/contato.htm
Ouvidoria do Governo do Estado de Santa Catarina: www.ouvidoria.sc.gov.br/enviar.php

Fonte: PEA

Rodeios

Rodeios

Entre os algozes dos animais, encontram-se alguns eventos da indústria da diversão.
Um deles, que infelizmente está se alastrando pelo país, é o rodeio, que apesar de não ser da nossa cultura, pois foi importado do Texas, comprovadamente atinge os animais com maus tratos e atos cruéis.

Além da tortura prévia, como choques e espancamentos, animais mansos são levados a saltar e corcovear em desespero numa arena, devido ao uso de artifícios que os induzem a um
comportamento anormal, a saber:

  • Sedém: tira de couro ou crina usada para comprimir a virilha e os genitais.
  • Peiteira: tira de couro amarrada ao redor do tórax dos cavalos, provocando dor e sensação de asfixia.
  • Sinos: pendurados na peiteira, os sinos produzem som causando pânico.
  • Esporas: aplicadas no baixo-ventre e no pescoço, produzem lesões no couro e até nos olhos.

Quanto mais alto o peão esporear no pescoço do animal, mais pontos ganha. Sugerimos o touro mecânico para os peões demonstrarem suas habilidades. O que não aprovamos é que se inclua ato de crueldade contra os animais.

Fonte: adaptação do texto de Sônia Fonseca ( Presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal)

Para repudiar, não vá a festas com rodeios que utilizam animais. Não compre produto ou serviço de empresas que patrocinam rodeios.

Empresas que apóiam e/ou patrocinam rodeios

  • AMBEV
  • Antarctica
  • BrahmaSkol
  • Miller
  • Carlsberg
  • Bohemia
  • Caracu
  • Marathon
  • Lipton
  • Pepsi
  • Vivo
  • Mastercard
  • Redecard
  • Bayer
  • Carrefour
  • Souza Cruz
  • Friboi / Minuano
  • Arroz Rosalito
  • Supermercado Savegnago

Rinhas

As rinhas fazem com que os animais protagonizem um espetáculo sangrento. Eles são treinados para matar, para brigar até a morte. Alguns rinheiros injetam drogas para melhor a performance do animal.

Pit Bull

As rinhas de pit bull são um triste espetáculo de crueldade contra animais . Dois cães de raça
(fruto do cruzamento do bulldog inglês com game terrier) são postos para brigar até que um dos donos desista da luta ou um dos animais morra.

Para atiçá-los, os preparadores usam outro animal (vivo) como isca: pode ser um coelho ou uma galinha. Os animais então se engalfinham, cravam os dentes afiados no pescoço do outro, é como um vale tudo de cães.

Uma das técnicas cruéis usadas para treina-los para as rinhas é prende-los num buraco de dois metros de profundidade por um de largura. No cubículo,
o treinador joga no animal água gelada, sangue de outros bichos, dá choques elétricos e entrega animais para serem devorados vivos. São condicionados com exercícios físicos como correr em esteiras, puxar pesos, carregar correntes. Pneus velhos são usados para simular o inimigo.

Eles mordem tanto que ficam com a mandíbula de pedra. Geralmente, são ensinados, ainda filhotes, a morder e matar gatos suspensos em gaiolas. Tudo é feito para deixar sua agressividade fora de controle.

O pit bull é considerado o melhor cão de combate, devido à tolerância à dor e a habilidade de luta. Os veterinários garantem que os cachorros dessa raça não são violentos por natureza. O comportamento agressivo dos pit bulls é determinado pelos seus dono, que torturam os bichos para torna-los ferozes e furiosos.

Canários

Nas rinhas de canários dois machos são estimulados a disputar uma fêmea até a morte, mas o vencedor não fica com ela: é preparado para proporcionar novos lucros aos criadores.

Galos

As rinhas de galo são comuns no Amazonas, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná. Nessas rinhas os animais têm esporas e bicos reforçados com pontas de aço e são forçados a lutar até a morte. O que é no mínimo uma atitude covarde. Se essas pessoas têm tanta agressividade reprimida, devem procurar tratamento psicológico ou entrar eles mesmos em lutas livres.

Se você souber de algum caso de rinha, denuncie nos distritos policias que são competentes para receber a notícia-crime, sendo indicado procurar o mais próximo do local em que o crime ocorreu. Maltratar qualquer animal doméstico é crime
(lei 9605/98 art.32) com pena de três meses a um ano de prisão.

Fontes:
Adaptação de Revista tudo, nº41-2001
Website: www.suipa.org.br
“O espírito animal” – Léo Artese – Editora Roca.

Reflexão

Quem dera os pobres bichos desse deprimentes espetáculos da insensibilidade humana – touradas, vaquejadas, rodeios, rinhas de galo e cães, farra do boi e tantos outros – , pudessem estar inseridos em programas bem orientados de zooterapia (animais terapeutas) ou atividades similares, ao invés de serem constrangidos à experiências da dor e,
por muitas vezes, ao sacrifício de suas próprias vidas em favor da simples satisfação do “prazer” alheio.

Fonte: “A questão Espiritual dos Animais”, Irvênia Prada, editora FE.