“Vivissecção”,
“experimentação animal”, “pesquisa
em animais”, “testes em animais”.
Ao ouvir estas palavras, muitas pessoas reagem com descrença
ou repulsa, ou mesmo acreditam que é “um
mal necessário”. Agem assim porque foram
educadas a acreditar que esse é o único
modo possível para melhorar a saúde humana.
Na verdade, essas palavras são somente nomes
diferentes para um mesmo crime: cortar, queimar, envenenar,
torturar, enlouquecer animais vivos com o intuito de
prevenir ou curar males em seres humanos.
O fato de utilizar animais para buscar o conhecimento
sobre seres humanos está baseado na semelhança
entre os seres vivos. Os animais poderiam, então,
servir de modelos para nossas doenças e reações,
substituindo seres humanos em estudos sobre nós
mesmos. Mas essa semelhança, logicamente, não
os dotaria também de sentimentos, emoções,
fraquezas, medos, assim como nós?
Quando questionados sobre o lado ético de fazer
seres tão parecidos conosco sofrerem, os pesquisadores
alegam que eles não são tão semelhantes
assim...
Esse é um paradoxo que os defensores da vivissecção
não conseguem justificar.
Fazemos experimentos em animais para que seres humanos
não sofram sem necessidade, traçando uma
linha arbitrária que separa as espécies
que devem e as que não devem sofrer. Se os atos
praticados dentro dos laboratórios ocorressem
em qualquer outro lugar, que não em “benefício
da ciência”, seus praticantes certamente
seriam condenados.
Além do lado ético e moral, existe o lado
científico. Os testes em animais extrapolam dados
de outras espécies para os seres humanos e os
resultados não podem ser confiáveis. E,
apesar das grandes somas investidas em todo tipo de
experimentação animal, os índices
das doenças do coração, o câncer,
a AIDS, e outras, continuam a crescer. Mas novas drogas
surgem todos os dias, dando lucros a uma indústria
que se alimenta da doença, e em nada ajuda a
promover a saúde.
Hoje, métodos modernos já poderiam ter
substituído a maior parte da experimentação
animal, mas a continuidade da mentalidade opressora,
baseada somente no prestígio e no lucro, ainda
assassina mais de 100 milhões de animais
todos os anos.
O site Não Matarás pretende trazer a público
o que acontece dentro dos laboratórios, questionar
a nível ético, moral e científico
a prática da experimentação animal
e conclamar a sociedade, como um todo, a lutar contra
o que Gandhi denominou ‘o mais terrível
de todos os males...”
Se nada fizermos, continuaremos sendo cúmplices
do holocausto diário que acontece no Brasil e
no resto do mundo.
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