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Utilizar
o termo “alternativa” a testes com animais não
seria apropriado, pois parte do pressuposto que utilizar
animais é o modo correto de se chegar a um determinado
resultado para seres humanos, e isso não é
verdade. No entanto, o uso do termo é comumente empregado
quando se refere a testes sem a utilização
de animais. Vale lembrar que a experimentação
animal nunca foi “validada”. Ela foi simplesmente
aceita por ser o método gerador de dados utilizado
tradicionalmente e sua precisão e efetividade nunca
foram cientificamente colocadas à prova.
Antes
de lançar um produto, os fabricantes devem estabelecer
parâmetros para a segurança das pessoas que
entrarão em contato com ele. Existem muitas maneiras
de testar os efeitos tóxicos de uma substância
sem utilizar animais.
As
agências oficiais que regulamentam esses parâmetros
(na Europa e Estados Unidos) estão começando
a aceitar e promover alternativas que passaram por testes
rigorosos de validação e indicaram consistência
nos resultados. Ao contrário, os testes de segurança
baseados em animais nunca passariam nos níveis de
exigência necessários para validar os novos
métodos in vitro. Essa perspectiva levou a uma maior
ênfase na importância de novas técnicas
como fonte de descoberta e progresso científicos.
As
alternativas que foram ou estão em processo de validação
avaliam: toxicidade crônica, reprodutiva, aguda e
de desenvolvimento; irritação ocular e dérmica;
hipersensibilidade; mutagenicidade/carcinogenicidade/ fototoxicidade;
respostas comportamentais.
EXEMPLOS
DE ALTERNATIVAS
O
Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos,
adotou um filtro inicial anti-câncer in vitro para
compostos, automaticamente substituindo mais de um milhão
de camundongos por ano.
Episkin – epiderme humana reconstituída
in vitro para avaliação de corrosividade para
cosméticos e componentes químicos.
Corrositex – um sistema de dupla
câmara com membrana de colágeno. A cor (PH)
muda quando o químico em teste penetra no indicador
da câmara (amplamente usado nos Estados Unidos e Europa
para testar corrosividade).
Relação química de estrutura-atividade
computadorizada (SAR) e sistemas de base de dados
especializados permitem que se preveja a eficácia
e a segurança/toxicidade de novos compostos.
Epiocular- tecido de diversas camadas,
reproduzível, derivado de células humanas
para testar irritação ocular de químicos
e outros materiais.
EpiAirway- é uma cultura tridimensional
de células epiteliais traqueo-bronquiais humanas
para estudos pré-clínicos de drogas inalatórias.
Epiderm- é um tecido reproduzível,
tridimensional, derivado de células epiteliais humanas
para estudos de irritantes e corrosivos.
O teste Ames utiliza classes específicas
de bactérias comuns para detetar mudanças
genéticas causadas pelas substâncias em teste
– possibilidades de mutagênese e carcinogênese.
A Toxicogenômica utiliza chips de
DNA para identificar padrões de mudanças genéticas
característicos de endpoints de toxicidade específicos.
Irá substituir praticamente todos os testes baseados
em animais.
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