Caça

Matar um animal para fazer um casaco é um pecado. Nós não temos esse direito.
Uma mulher realmente tem classe quando rejeita que um animal seja morto para ser
colocado sobre seus ombros.

Doris Day

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Caçadores, deponham as armas!

Mobilização popular obtém o arquivamento do processo de liberação da caça no Brasil
adaptação de reportagem do jornal Notícias da ARCA, nº 5 publicado pela ARCA Brasil -
Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal
.

Graças à manifestação de força de brasileiros conscientes, a vida dos animais silvestres está
a salvo da mira dos caçadores. A história dessa conquista começou em julho de 2002, quando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) acolheu e encaminhou para análise técnica um projeto para liberar a abertura de clubes e fazendas de caça em todo o país. Nesses locais, os animais viveriam exclusivamente para serem caçados.

Atenta a esse movimento, a ARCA Brasil fez um apelo via e-mail aos simpatizantes da causa animal orientando-os a enviar protestos a José Anchieta dos Santos, diretor de Fauna do Ibama. A resposta foi imediata e grandiosa. Milhares de mensagens de repúdio ao projeto chegaram à sede do órgão.

No dia 19 de agosto de 2002, em entrevista à rádio CBN – que colocara no ar uma enquete
sobre o tema -, Anchieta dos Santos afirmou que a pressão popular havia demonstrado que não era a hora de discutir o assunto. “Mais de 90% das manifestações que recebemos foram contrárias à liberação da caça no Brasil”, declarou. “Por essa razão, o assunto, no momento, está retirado de pauta”.

O perigo ainda existe

Foi uma vitória importante, mas é fundamental manter o alerta, já que, como o próprio diretor do Ibama declarou, o processo está arquivado “no momento”. Isso significa que o tema pode voltar à pauta de discussões e, pior, de forma discreta, uma vez que ficou provado que a sociedade não deseja a liberação da caça. Por outro lado, há grupos que continuam interessados na liberação da caça. Aí estão não só os caçadores mas também empresários, principalmente do ramo de armamentos, e fazendeiros.

Comércio de armas

No Rio Grande do Sul, a caça amadorística está liberada e tem o aval do Ibama, pois é considerada “controle biológico de algumas espécies”. Nesse estado, permite-se caçar paca, cotia, queixada, lebre, perdiz e outras aves. A alegação é de que esses animais se reproduzem rapidamente e prejudicam plantações. Uma aparente coincidência é o fato de empresas de armamentos estarem instaladas no Rio Grande do Sul. No Paraná, os clubes
e fazendas de caça fazem divulgação discreta, na certa para evitar conflito com protecionistas.

Prazer de matar

Além dessa caça autorizada, ocorre pelo Brasil afora a matança descontrolada principalmente de onça-pintada, jacaré, cervo, tatu, capivara e de diversas espécies de aves. Não se trata aqui de subsistência da população local. Na maioria das vezes, os animais são abatidos por fazendeiros ou por caçadores que abastecem o comércio de peles e plumas, e ainda por aqueles que o fazem pelo prazer de matar.

O espetáculo da vida X o morticínio

Entre as justificativas dos defensores da liberação da caça está a de que ela atrairia turistas
(leia “Caçar por esporte é matar por futilidade”, nesta edição). Tal alegação pode ser facilmente confrontada com o que ocorre hoje na África.

Depois que documentários ambientalistas revelaram ao mundo as cenas chocantes do abate de elefantes, leões e tigres para virar troféus de caçadores, vários parques de caça deram lugar ao safári de observação. Essa modalidade de turismo atrai um número muito superior de visitantes. Nada mais “natural”. Contribuir para a preservação da vida é, certamente, uma experiência mais estimulante do que a promoção da crueldade e da violência.

O Brasil, com tamanho potencial para o ecoturismo, tem tudo a ganhar com a proteção de uma de suas maiores riquezas, a fauna silvestre.

A Constituição fala mais alto

Uma das maiores ameaças que pairam sobre os animais é a regulamentação da caça em todo o país, como pretendem vários projetos de lei que tramitam pelo Congresso Nacional. Os autores foram buscar amparo na inconstitucional Lei nº 5.197/67, que proíbe apenas a caça profissional, como é chamada aquela que rende lucro ao praticante.

Essa mesma lei permite a caça amadora ou desportiva regulamentada pelo Poder Público,
a exemplo do que já ocorreu no estado do Paraná, por meio de lei estadual, e no Rio Grande do Sul, mediante portaria. Por consistirem, entretanto, em perseguição e morte, ou seja, em prática cruel, a caça está vedada por norma constitucional, cuja aplicação não pode a lei ordinária federal restringir. Portanto, qualquer dispositivo permissivo de caça se afigura ofensivo à Constituição da República.

por Vanice Teixeira Orlandi, advogada especializada em direito animal

“Caça: compromisso com um problema permanente”
Vice-Presidente da Fund for Animals, dos Estados Unidos

Nós, defensores da vida selvagem nos Estados Unidos, nos rejubilamos quando soubemos que o Brasil havia suspendido a proposta que permitiria a caça esportiva.

No meu país, nós convivemos com um século de caça esportiva e, a todo momento, testemunhamos os desastrosos resultados dessa prática. Milhões de animais são mortos anualmente com armas de fogo, lanças, arco e flecha, simplesmente por esporte e por troféus.

Milhões de animais são perseguidos, aprisionados, aleijados e tornados órfãos. As agências de vida selvagem estaduais e federal fazem dinheiro por meio da venda de licenças de caça e encaram os caçadores como seus únicos fregueses.

Elas gastam tempo e dinheiro tentando recrutar crianças para a caça e prover mais animais para ser abatidos. Enquanto isso, importantes programas para proteger hábitats e animais ameaçados sofrem com a falta de fundos.

Ao invadir ecossistemas sensíveis com carros, armas e cães, os caçadores causam danos ambientais, agridem vegetações frágeis e matam, inclusive, animais ameaçados. A cultura da caça alimenta a violência e o uso de armas em nossas comunidades, escolas e lares.

A caça não é solução para um problema, mas um compromisso com um problema permanente. O Brasil deve estar orgulhoso de sua tradição histórica de proteger a vida selvagem da caça e de, além disso, trabalhar duro para defender essa tradição.

por Michael Markarian

Como denunciar

Exceto nos casos em que o IBAMA emite uma licença – a ser renovada anualmente – para a caça amadora, como acontece no Rio Grande do Sul e Paraná, caçar animais é crime. A população pode denunciar casos do tipo na Linha Verde do IBAMA 0800-618080. Para que a denúncia seja aceita e apurada, é preciso indicar nome e endereço do caçador.

Fonte: adaptação de reportagem do jornal Notícias da ARCA, nº 5 publicado pela ARCA Brasil – Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal.

“O mal nunca é uma necessidade.”

 

Caçar por esporte é matar por futilidade

adaptado do texto de Dagomir Marquezi

Eu sou a favor da caça. Desde que se mudem algumas regras. O bravo caçador a partir de agora deve agir de igual para igual. Fica nu e sai para o mato sem nenhuma arma a não ser suas unhas, seus músculos e seus dentes. Aí sim, temos uma caçada justa. Se conseguir, o caçador vai poder voltar com sua penca de animais mortos e ter orgulho disso.

Enfrentar aves e mamíferos com armas de fogo não é caçada, é covardia. Alguém que se diverte matando animais não pode ter desculpa para isso. Mas caçadores costumam justificar seu divertimento invocando as causas mais nobres.

“Esporte”?

Uma delas é classificar caçadas como “esporte”. Esportes, por definição visam o aperfeiçoamento físico e mental de quem o pratica. Correr (a pé!) é esporte. Jogar futebol ou basquete, nadar, escalar uma montanha, tudo isso é esporte.

Atirar num animal é esporte? O ato de atirar, em si, talvez seja. Fazer a mira, concentrar, treinar o cérebro para atingir o ponto desejado faz parte dos Jogos Olímpicos. Mas o esportista pode muito bem mirar num alvo de papel ou numa lata vazia. Atirar num animal indefeso, que tipo de benefício físico/mental acrescenta ao “esportista”? Aliás, nenhum animal é consultado se aceita participar desse “esporte”.

“Tradição”?

Outra das desculpas usadas pelos defensores da caça: eles estariam defendendo uma “tradição”. Ora, queimar suspeitos de bruxarias em fogueiras também já foi uma tradição, felizmente banida. Uma grande polêmica aconteceu no Reino Unido nos últimos meses. A tradicional – e sádica – caça à raposa, que serve de diversão a nobres e ricos foi finalmente proibida na Escócia, não sem antes enfrentar a fúria dos seus partidários. “É uma tradição!” Por trás da tradição, como sempre, gente que lucra com a morte da raposa: criadores de cães e cavalos, vendedores de equipamentos, criados e auxiliares, a indústria de armas.

“Equilíbrio”?

O mais cínico argumento a favor da caça é o que diz que ajuda no “equilíbrio ecológico”.
A caça poderia diminuir populações excedentes num eco-sistema.

Javalis demais? Soltem os caçadores. Isso sempre foi trabalho realizado pelas leis naturais, e não por homens com rifles nas costas.

Este argumento “ecológico” lembra um fato real acontecido na China, em plena ditadura comunista de Mao Tse-tung, na década de 1950.

Uma das províncias agrícolas chinesas enfrentava problemas com o excesso de pardais, que atrapalhavam as colheitas ao comerem as sementes plantadas. Ao saber do fato, o “sábio” ditador deu ordens para que a população matasse todo e qualquer pardal que encontrasse pela frente.

Foi um grande massacre em nome da “caça ecológica”.

Resultado: sem os pássaros, seus predadores naturais, os gafanhotos se sentiram à vontade
para arrasar com as plantações da província inteira, gerando um longo período de fome e miséria.

Pretextos

A atual geração de “caçadores ecologistas”  não é tão estúpida quanto o camarada Mao,
mas suas desculpas são pretextos bobos para quem se diverte derramando sangue.
E não disfarçam o interesse comercial em seus “ideais”. Javalis estão destruindo plantações e precisam ser caçados e “sua carne é uma delícia”. A caça vai salvar a fauna brasileira – e fazendas liberadas para caça (no Rio Grande do Sul) costumam dobrar seu valor.

Oportunismo

Infelizmente o Brasil não tem um único deputado ambientalista. Mas existem vários parlamentares tentando passar leis que voltam a legalizar a caça no Brasil. As forças que a defendem movimentam-se discretamente, pois sabem que não vão conseguir ganhar a opinião pública a seu favor. Eles apelam para legisladores pouco conhecidos, que plantam projetos de lei para serem aprovadas num momento de cochilo e oportunismo.

Matar

Caçar “por esporte” é matar por futilidade, e o resto é enrolação. Caçar é destruir famílias
de animais, quebrar cadeias ecológicas, provocar sofrimento e dor. E ganhar dinheiro com isso. Pode se justificar em casos muito específicos. Uma pessoa que esteja num ambiente natural e é atacada por um animal pode se defender, assim como pode caçar para se alimentar, se sua sobrevivência depender disso. Essas regras são seguidas em todo o reino animal. Só o bicho homem mata por matar.

Fonte: reprodução de reportagem do jornal Notícias da ARCA, nº 5 publicado pela ARCA Brasil – Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal. www.arcabrasil.org.br 

Confissões de um ex-caçador da Slovênia

O número de animais é equilibrado pela própria natureza, portanto, não existe uma necessidade de caçadores.

Por 37 anos ele foi membro de uma família de caçadores, na Slovênia, por 22 anos, membro do Conselho Administrativo de Caça, e por 12, presidente do conselho e da Comissão de Rifles. Neste período matou uma grande quantidade de animais, porém, há quarto anos, desistiu da caça para sempre. Rudi Ameršek , da Slovênia, afirma hoje em dia, que é um assassino convertido – na sua opinião, a matança de animais é crime. Por não gastar mais seu tempo mirando sua arma, ele hoje tem mais tempo disponível para a família e seu hobby.
Na Slovênia ele é conhecido pelas esculturas exclusivas que faz à mão, a partir
de plantas trepadeiras.

Quais as lembranças você tem dos seus primeiros anos como membro de uma família de caçadores?

Para tornar-me um caçador, tive que preencher alguns requisitos. Naquela época, o Presidente da comissão de Caçadores me disse: Se você quer se tornar um caçador, deve ter um cão de caça!Então ele me vendeu o mais novo da sua matilha, e eu tive que matar meu vira-lata com gás venenoso. Utilizamos ampolas de gás venenoso muitas vezes. Normalmente jogamos essas ampolas na terra e quando uma raposa mastiga ou ingere a ampola, em pouco tempo está morta. A pele de raposa era muito valiosa naquele tempo, e às vezes eu permanecia de tocaia na floresta , esperando minha presa, noite adentro. Hoje, sinto-me envergonhado por ter caçado animais no passado.

O que aconteceu para fazê-lo deixar caçar animais?

Meus filhos de meu segundo casamento, e minha mulher, Slavka, têm-me dito por anos que matar animais não é ético. Finalmente eles chegaram a proibir que eu levasse os animais abatidos para casa. Isso foi um choque para mim. Todo caçador tem orgulho de sua presa, e querem exibí-la. Comigo não era diferente. Como eu não podia mais levar meus troféus de caça para casa, minha paixão pela caça foi decaindo. Com o tempo, compreendi que caçar é somente a paixão por matar animais. As mulheres da minha família abriram meu coração para os animais, e hoje me considero um assassino convertido.

Muitos caçadores alegam que são amigos dos animais. Caçadores e amor pelos animais? Isso é ridículo! Caçadores amam animais apenas quando os devoram. Caçadores que vão para as florestas apenas para alimentar os animais, desarmados, são raríssimos. Citando um comentário de um caçador, fica muito claro: um caçador sem sua arma é como um noivo sem pênis na noite de seu casamento!!

Caçadores alegam que caçam animais para impedir o seu aumento desproporcional na natureza

A Natureza não precisa de caçadores. Está científicamente provado que há certos mecanismos que mantém o equilíbrio na Natureza, portanto, a intervenção humana não é necessária. Se existe um numero muito grande de animais para determinada area, o número de nascimentos cai, ou alguma doença cuida de eliminar os membros menos resistentes da espécie. Existe outro aspecto que deve ser explorado a respeito de números de animais: famílias de caçadores constantemente reportem um numero superior em sua área de caça do que o real, para que Associação de Caça Slovena possa autorizar que um maior número de animais seja abatido. Eu posso confirmar que isso vem acontecendo

Qual a motivação inicial de um caçador?

Apenas paixão pela matança e egoísmo. Sabe sobre o que os caçadores falam a maior parte do tempo? Como matar o animal, quais troféus têm, qual é melhor, quem tem a melhor arma, qual arma causa maior estrago na presa, qual tem melhor penetração. Alguns caçadores vibram de excitação e paixão quando vêem um movimento através das árvores. Toda essa excitação pode levar a acidentes. No último ano, tivemos dois acidentes durante caçadas a javalis, quando caçadores atiraram uns nos outros. Conheço caçadores que negligenciam suas famílias e suas fazendas por que preferem sair à caça e depois se encontrarem com outros nos bares. Algumas vezes eles começam brigas, por causa de discussões sobre quem conseguiu abater o melhor animal – a polícia tem que intervir. Vou contar uma estória que ilustra bem a paixão pela caça: Há alguns anos, um membro da nossa comunidade de caça caiu doente. Eu sugeri visitá-lo no Domingo, ao invés de ir caçar. A maioria do nosso grupo preferiu ir caçar a visitá-lo, apenas três de nós fomos visitá-lo. Alguns até ressentiram-se de mim, por querer privá-los do prazer da caça (matar os animais) .

E os troféus?

Tudo gira em torno de quem tem o melhor troféu. Assim como outros homens amam carrões ou mulheres. Alguns caçadores buscam matar os mais belos exemplares de cervos, a despeito do fato de ser, às vezes, proibido. Eles acham que vale a pena correr o risco de perder suas licenças de caça por dois anos, para matar um animal, que dará um belo e invejável troféu.

Ouvi que alguns caçadores visitam escolas e fazem palestras para estudantes. Sobre o que eles falam?

Sim, é verdade. A administração das escolas convidam-nos para estas palestras. Há alguns anos, um caçador até visitou um jardim da infância, e não foi claro com as crianças sobre caçadas serem matanças de animais. Ele veio com contos de fadas de que caçadores são bons para os animais, cuidam deles e o quanto os animais precisam dos caçadores

Alguns fazendeiros reclamam de animais atacando suas lavouras .

Não, não recebemos tantas reclamações assim. As pessoas reclamam mais dos caçadores atirando em seus cães e gatos. Os caçadores atiram até nos patos criados nas próprias fazendas. Animais domésticos tornam-se vítimas quando os caçadores não encontram
presas nas florestas.

Qual o seu conselho para os outros caçadores?

Eu os aconselharia a adotarem um hobby ou esporte mais ético. Eles deveriam vender suas armas, e comprar bicicletas ao invés de armas. Armas significam matar e matar é crime. Pescar também é crime. Numa caçada, normalmente o animal morre imediatamente, mas na pesca, o animal agoniza por alguns minutos. Os animais querem viver em harmonia com o homem na Natureza. Na minha opinião, outra agravante é que o ser humano interfere com a Natureza mais do que deveria, e está diminuindo enormemente o espaço para os animais viverem em liberdade. .

Quais as lembranças que sua mulher, Slvka, tem deste amargo período em que você ainda era um caçador?

“Às vezes, ele ficava fora o fim-de-semana inteiro, caçando. A caçada terminava às duas da tarde, mas ele ia com os outros caçadores ao bar, onde eles ficavam até tarde, bebendo. Às vezes, eu voltava para casa às 10 da noite, e ele ainda estava fora. Eu detestava quando ele chegava em casa bêbado. Os caçadores têm um ditado: um verdadeiro caçador volta para casa na Segunda-feira, se a caçada é no Domingo. Em alguns casos, o álcool leva à violência no lar. Há 15 anos, Rudi me presenteou com uma pele de raposa que ele mesmo caçara e curtira. Minha filha me disse que se eu usasse a pele para buscá-la na escola, ela fingiria não me conhecer. Também sou contra vestir peles de animais, e então Rudi teve que vender a pele da raposa. Também discordo da pesca, pois faz os peixes sofrerem ainda mais. Eu tampouco entendo a pesca esportiva, onde o pescador fisga o peixe para depois retorná-lo para a água. Tenho certeza que nenhum peixe aprecia ter um anzol transpassado pela sua boca. Lembro-me de uma adolescente, certa vez, no Jardim Botânico, que desmaiou ao ver o estado de um peixe fisgado por um pescador

Fonte: revista Animal Liberation, Junho 2006